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sábado, 2 de junho de 2012

David Walgren Fala Sobre o Julgamento de Conrad Murray

O fórum MJJCommunity realizou uma entrevista exclusiva com David Walgren, principal promotor no caso que sentenciou o médico Conrad Murray a quatro anos de prisão pela morte de Michael Jackson. Confira abaixo a entrevista realizada pelos fãs.

MJJC: Antes do julgamento você se considerava um fã da música de Michael Jackson? Se sim, qual é a sua música favorita de MJ?
David Walgren: Antes do julgamento, eu tinha um grande respeito por Michael Jackson como artista e admirava sua música. No entanto, assim que aprendi mais sobre ele e sua vida, eu acabei realmente gostando de duas canções em particular: Human Nature e Earth Song.
MJJC: Você pode dividir alguns dos pensamentos que você teve em 25/06/2009, quando o mundo soube sobre a morte do Sr. Jackson? Você havia imaginado na época que se tornaria o principal promotor no caso da morte de Michael Jackson?
David Walgren: Quando eu soube sobre a morte de Michael Jackson eu fiquei em choque. Meus primeiros pensamentos foram sobre sua relativa juventude e a trágica perda para seus filhos e familiares. Naquele momento, eu nem sequer pensei sobre um possível caso criminal..
MJJC: Qual era a sua percepção sobre Michael Jackson (se você tinha) antes de trabalhar neste caso? Como o conhecimento dos fatos mudou, se este é o caso, sua opinião sobre ele como pessoa (para melhor ou pior)?
David Walgren: Antes do julgamento, a minha percepção de Michael Jackson era de que ele era simplesmente um artista muito talentoso e, embora eu soubesse dos numerosos relatos da mídia sobre sua vida pessoal, eu não sigo esse tipo de reportagem normalmente. Agora que eu aprendi tanto sobre ele como pessoa, eu acabei criando uma grande admiração por ele como um amável e dedicado pai para os seus filhos.
MJJC: A mídia divulgou que os filhos de Michael Jackson, em especial o seu filho Prince, poderiam ser chamados para testemunhar. Havia alguma verdade nestes boatos? Você entrevistou as crianças e sob quais circunstâncias você as teria chamado para depôr?
David Walgren: Eu vou dizer que sempre estive relutante em chamar qualquer um dos filhos de Michael para depor no julgamento e qualquer veículo de mídia que divulgou o contrário o fez baseado em pura especulação. Meu sentimento era de que as crianças já haviam passado por trauma o suficiente e eu não queria prolongar isto colocando elas para depôr num julgamento tão público sobre uma experiência tão dolorosa.
MJJC: Nós perguntamos ao Dr. Shafer o que ele pensava de você e ele o elogiou dizendo "Ele é brilhante, dedicado e absolutamente honesto. Ele trabalha muito duro. Eu acho que ele dormiu cerca de 4 horas por noite cada noite durante o julgamento. Parte do meu trabalho era educar o Sr. Walgren na ciência. Quando chegou a época do julgamento, ele ocasionalmente já corrigia os meus cálculos! Ele foi tão bem sucedido trabalhando com a opinião dos experts em parte porque ele realmente compreende os princípios científicos." Você pode nos falar um pouco sobre o seu trabalho com o Dr. Shafer? O quão duro foi para você ter de aprender todos os aspectos médicos e científicos da evidência apresentada e quantas horas de Corte você estima ter trabalhado para conseguir absorver tudo?
David Walgren: O Dr. Shafer é um indivíduo brilhante, compassivo e generoso que busca toda a ciência possível na meta de encontrar a verdade. Foi um privilégio e uma honra aprender de alguém tão especializado em sua área. Eu também passei longas horas lendo artigos médicos e outras publicações científicas. Minha meta não era apenas aprender a ciência mas ser capaz de apresentá-la aos membros do júri de uma maneira que eles entendessem. Eu consegui ser bem sucedido nisto, eu devo muito ao Dr. Shafer e ao tremendo empenho que ele teve no caso.
MJJC: A equipe de defesa de Casey Anthony disse ter utilizado recursos pertinentes ao caso provenientes da internet enquanto preparavam o caso. Os sites de fãs/blogs ou redes sociais desempenharam algum papel na sua preparação?
David Walgren: Os sites de fãs, blogs e redes sociais não desempenharam um grande papel na minha preparação. Embora eu estivesse ciente de alguns desses sites, eu tentei abordar o caso como eu faria com qualquer outro - estando tão preparado e consciente o possível em relação à evidência e à lei. Buscando esta meta, eu tentei evitar distrações que tomariam o tempo de perseguir minha meta.
MJJC: Muitos fãs de Michael Jackson ainda têm um problema com o lançamento aberto da foto da autópsia dele. Por que foi necessário exibir uma foto de MJ em uma maca e uma foto da autópsia em Corte aberta para um julgamento de homicídio culposo? Por que as fotos do corpo de Michael não puderam ser exibidas ao júri na Corte e não ao vivo na TV para evitar a reprodução massiva delas por toda a internet?
David Walgren: Toda a evidência do julgamento deve ser apresentada em Corte aberta e desde que a Corte havia permitido o televisionamento do julgamento, tal evidência se tornou pública.
MJJC: Quais são os seus pensamentos sobre o porquê Conrad Murray gravou Michael Jackson em seu telefone?
David Walgren: Eu não pude elaborar nenhum motivo sobre o porquê Conrad Murray teria gravado e salvo tão gravação de voz a não ser que, como o Juíz Pastor declarou, fosse servir como uma apólice de seguro que Conrad Murray poderia usar um dia contra Michael Jackson.
MJJC: Se Conrad Murray tivesse sido testemunha, quais seriam as três principais perguntas que você faria a ele e por que?
David Walgren:  Se Conrad Murray tivesse sido testemunha, eu teria um grande número de perguntas para ele e eu acho que teria sido muito esclarecedor, mas eu não posso restringir esta a lista a apenas três perguntas porque seria uma série de perguntas envolvendo todos os aspectos dos eventos anteriores a 25 de Junho de 2009, os eventos de 25 de Junho de 2009, e os eventos que seguiram 25 de Junho de 2009, assim como a posterior entrevista do réu para a polícia.
MJJC: Desde o começo do julgamento, até pouco tempo antes dele, você estava confiante de que tinha um caso forte contra a defesa? Houve algum momento em que as coisas pareceram complicadas e você pensou que talvez não conseguisse um veredito de culpado?
David Walgren: Depois que eu revisei extensamente a evidência neste caso, eu fiquei espantado pela completa falta de competência médica fornecida a Michael Jackson pelo réu. Eu também acreditava que o réu era culpado por negligência. No entanto, eu nunca me permiti ficar confiante em um possível resultado. Eu sempre trabalho até o fim porque se o caso não for bem apresentado ao júri, a justiça não prevalecerá, não importante o quão confiante o advogado esteja.
MJJC: Apesar da evidência trazida para o julgamento, apesar do veredito de culpado, algumas pessoas ainda acham que Murray foi condenado erroneamente e que ele é uma espécie de isca de atos perpretados por outros. O que você diria a estas pessoas?
David Walgren: Haviam duas pessoas no quarto na noite de 25 de Junho de 2009. Uma deles era Conrad Murray, um médico que deveria curar e cuidar das pessoas, a outra era Michael Jackson. Michael Jackson colocou sua vida nas mãos de Conrad Murray e Conrad Murray o abandonou. Eu não acredito que Conrad Murray tenha sido condenado erroneamente, nem sinto que ele tenha sido isca para outros.
MJJC: Na conferência para a imprensa você não pôde responder a pergunta sobre que caso de sua carreira foi o mais difícil. Você já pensou sobre isso? Que caso foi o mais desafiador e porquê?
David Walgren: Esta é uma pergunta difícil de se responder porque cada caso é tão único. Alguns são mais complicados do que outros. Alguns são mais emocionalmente desgastantes do que outros. Alguns simplesmente duram mais tempo do que outros. Cada caso apresenta sua própria série de desafios e eu não consigo destacar um caso em particular como o mais desafiador.
MJJC: Você poderia dar um conselho aos recém-graduados advogados neste período difícil de crise econômica?
David Walgren: O maior conselho que eu poderia dar é para eles não desistirem. Se a procura por um emprego é difícil, continue procurando e seja persistente e então as portas eventualmente se abrirão.
MJJC: Nós soubemos recentemente que você se candidatou ao cargo de Juíz da Corte Superior de Los Angeles. Por que você tomou a decisão de se tornar Juíz? Além disto você tem planos de entrar na política?
David Walgren: Eu sou promotor há 16 anos e agora inscrevi meu nome para uma consideração para ser Juíz da Corte Superior de Los Angeles. Eu sinto que minha experiência no tribunal, minha personalidade e temperamento, e minha habilidade de ser justo e compassivo me tornam qualificado para servir como juíz e eu estou ansioso para tomar novos desafios na minha carreira como advogado.
MJJC: Você estava ciente da intensa quantidade de admiração e apoio que estava recebendo da comunidade de fãs de Michael Jackson, e que continua a receber? Te surpreendeu descobrir que a maior parte da comunidade de fãs tem grande admiração por você? O que você acha de tal admiração?
David Walgren: Quando eu chegava à Corte, bem cedo de manhã, os fãs de Michael Jackson gritavam palavras de apoio enquanto esperavam do lado de fora por um lugar no tribunal. Os fãs também formavam uma fila nos corredores do nono andar e davam palavras de apoio e gratidão. Eu também fiquei ciente sobre vários sites da internet e vídeos que davam apoio ao que estava acontecendo. Embora eu não tivesse falado nada na época, estes gestos foram muito gentis e muito apreciados.
MJJC: Você tem algo a dizer aos membros da MJJCommunity ou fãs de Michael Jackson em geral?
David Walgren: Considerando a enorme quantidade de emoção envolvida no julgamento, eu sinto que os fãs de Michael Jackson se conduziram muito bem. Eles foram respeitosos em relação ao processo e esperaram pacientemente para a justiça ser servida. Eu admiro sua dedicação e lealdade a Michael Jackson e ao alcance possível, eu espero que o julgamento tenha dado a eles um pouco de conforto.

Nossos sinceros agradecimentos e Amor para David Walgren por ter tomado seu tempo para falar com a MJJCommunity.



Tradução por Bruno Couto Pórpora

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Espólio lança nota aos fãs sobre o "documentário" de Murray

Como muitos dos fãs de Michael, o Espólio também está repugnado com a decisão irresponsável e inexplicável da MSNBC em exibir um "documentário" de Conrad Murray, e os Co-Executores, John Branca e John McClain, estão enviando uma carta aos altos executivos da Comcast, NBC Universal e MSNBC para expressar seu desprezo por suas ações.


Tradução de Bruno Couto Pórpora
Fonte: The Estate of Michael Jackson

"Michael Jackson estaria com certeza vivo se não fosse por Conrad Murray", diz jurada em entrevista

Debbie Franklin, uma mulher de 48 anos de Temple City, Califórnia, foi a jurada que tocou a sirene três vezes no tribunal de Los Angeles - onde Murray havia sido julgado pelas últimas seis semanas - para alertar o juíz e o mundo de que um veredicto havia sido alcançado.

"Os nossos corações estavam acelerados e estávamos muito ansiosos," Franklin disse ao "Good Morning America" sobre o momento quando ela e os outros jurados se apresentaram após oito horas de deliberações para declarar o veredicto de culpado para Murray, que pode levá-lo a até quatro anos de prisão.

Franklin diz que ela e os outros jurados acreditam que Jackson estaria "com certeza" vivo hoje se não fosse por Murray.

"Conrad Murray foi o culpado," ela disse. "Conrad Murray concordou em ficar no quarto e fazer aquilo. Ele [Jackson] estava procurando por alguém que dissesse sim, e Conrad Murray disse sim."

"Eu acho que eles fizeram um trabalho excelente," disse Franklin sobre a promotoria. "Eles estavam prontos para cada testemunha. A interrogação ia do começo ao fim. Nada parecia desviá-los."

Franklin diz que três fatores apresentados no julgamento levaram o júri ao veredicto de culpado.

"As três maiores coisas para nós foram a ligação para o 911, que não aconteceu. Isso foi uma grande coisa, e não ter o equipamento médico adequado no quarto para sedar alguém e deixar o quarto enquanto isto," ela disse.

"Mesmo se Michael Jackson tivesse injetado em si mesmo, o que eu não acho que acreditamos, mas nós sentimos que, mesmo se ele tivesse, isso não teria importado porque foi Conrad Murray quem criou a situação," ela disse. "Ele era o médico. Ele estava no comando."

"Eu realmente acho que eles não tinham muito material para trabalhar," ela disse sobre a defesa de Murray. "Eles tentaram fazer o que podiam com o que tinham."

Embora o veredicto tenha sido apresentado em pouco tempo, não foi uma tarefa fácil para os sete homens e quatro mulheres.

"Nós votamos e não foi uma unanimidade, então decidimos pensar a respeito no fim de semana e conversar na segunda-feira," ela contou sobre o primeiro dia de deliberações, na sexta-feira. "Foi muito estressante. Foi muito trabalho. Muita gritaria, todos falando."

Franklin disse que o júri conseguiu chegar ao veredicto de culpado com mais facilidade por conta da decisão da promotoria em acusar o médico de homicídio culposo e não doloso.

Foi pedido ao júri que determinasse apenas se Murray foi primariamente responsável pela morte do cantor, e não se Murray deu a Jackson a dose fatal.

"Nós concordamos em absoluto de que ele não teve a intenção de fazer o que fez," disse Franklin. "Nós não acreditamos que ele sequer tinha um motivo para isso. Nós achamos que foi algo que ele fez sem cuidado algum, o que resultou em consequências."

"Eu nem pensei sobre isto," Franklin disse sobre a decisão da Corte de algemar e prender Murray. "Não me incomodou."

Murray pode ser condenado a até quatro anos de prisão quando sua sentença for anunciada, em 29 de novembro. A sentença mais leve que ele poderia receber é de liberdade condicional, já que não possui antecedentes criminais, um fator que o juíz Michael Pastor deve levar em conta. Por conta da superlotação das prisões da Califórnia, Murray pode passar pouco ou nenhum tempo na prisão, apesar da sentença do juíz Pastor.

"Eu fico aliviada por não ter de tomar esta decisão," disse Franklin. "Eu realmente não tenho sentimentos a respeito de como deveria ser a sentença. Nós fizemos o nosso trabalho."



Tradução de Bruno Couto Pórpora
Fonte: ABC / Good Morning America

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Documentário grotesco e obsceno de Murray será exibido na sexta; fãs organizam boicote

Para quem se lembra das notícias, anteriores ao julgamento, de que Conrad Murray andava com uma equipe de TV para lá e para cá, bem, já sabemos o destino destas imagens.

A rede de TV MSNBC planeja exibir o documentário "Michael Jackson and the Doctor" na próxima sexta-feira, mostrando o caso do médico sob o seu próprio ponto de vista. A MSNBC promete um "olhar exclusivo nos últimos dois anos da vida de Murray".

Segundo a rede de TV, Murray irá revelar detalhes pessoais de sua relação com Jackson, seu papel na vida familiar do cantor, e as pressões da turnê This Is It. O documentário, dirigido por Tom Roberts, é da empresa October Films, que passou os últimos dois anos filmando Murray e seu time de defesa.

A Zodiak Rights controla os direitos de distribuição global do documentário e já assegurou a pré-venda com televisões do mundo todo, incluindo o Channel 4 no Reino Unido e a Nine Network na Austrália.

Zodiak também confirmou na segunda-feira que adquiriu direitos de exibição internacionais para uma entrevista exclusiva com Murray que foi conduzida pelo repórter britânico Steve Hewlett no dia 30 de outubro.

Novamente, Michael Jackson estará em julgamento aos olhos do público e Conrad Murray e seu time terão a chance de buscar a simpatia dos telespectadores do mundo inteiro enquanto eles planejam sua apelação na Corte.

A comunidade de fãs de Michael Jackson DEVE se mobilizar contra esta atrocidade - assim como conseguimos cancelar o documentário da autópsia no Discovery Channel. No entanto, não há muito tempo para agir.

Todos os fãs interessados em proteger a memória de Michael Jackson desta obscenidade devem tomar um tempinho para mandar cartas ou e-mail/fax para os seguintes endereços:

NBC Entertainment and Universal Media Studios
100 Universal City Plaza
Universal City, CA 91608
Phone: 818-777-1000
Fax: 818-866-1430

Marc Graboff
President, West Coast Business Operations,
Television Entertainment, NBC Universal
Twitter: http://twitter.com/#!/mgraboff

Rebecca Marks
Executive Vice President, Publicity

Charles Engel
Executive Vice President, Programming

Curt King
Senior Vice President,
Publicity, Marketing, and Corporate Communications

*******

MSNBC Cable, L.L.C.
30 Rockefeller Plaza
New York, NY 10112
Phone: 212-664-4444
Fax: 212-664-4085

MSNBC Public Relations
212-664-3720
NO Murray documentary
NO paying Michael Jackson's killer

Phil Griffin
President, MSNBC
Email: phil.griffin@nbcuni.com

Sharon Otterman
Vice President and Chief Marketing Officer
Email: sharon.otterman@nbcuni.com

Jeremy Gaines
Vice President Media Relations
Email: jeremy.gaines@nbcuni.com
Twitter: http://twitter.com/#!/jeremymgaines

Bill Wolff
Vice President, Primetime Programming
Email: bill.wolff@nbcuni.com

********************

Channel 9 (Australia)

Channel Nine Australia :
Channel 9 Sydney+61 2 9906 9999
Channel 9 Melbourne+61 3 9420 3111
Channel 9 Brisbane+61 7 3214 9999
Channel 9 Adelaide+61 8 8267 0111
Channel 9 Perth+61 8 9449 9999

Email : customer.service@ninemsn.com.au

Twitter: @channel9

ou escreva para:
NSW Viewers: PO Box 27 Willoughby, NSW 2068
Vic Viewers: PO Box 100 Richmond, Vic 3121
QLD Viewers: PO Box 72 Brisbane, QLD 4001

Channel 4 UK

C4 - deixe comentários >>> http://www.channel4.com/4viewers/contact-us

Twitter: @channel4news or @C4insider




Liguem! Escrevem! Tuitem! Mandem Fax! Compartilhem... Espalhem!!



Por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Hollywood Reporter / MJJC

Departamento de Polícia de Los Angeles aplaude o Veredicto no Caso Conrad Murray

No dia 7 de novembro de 2011, o Departamento de Polícia de Los Angeles aplaudiu o veredicto de culpado no caso de homicídio culposo contra o Dr. Conrad Murray.
 

Os investigadores trabalharam cuidadosamente neste caso e estiveram confiantes durante o processo de que a investigação comprovava a acusação de homicídio culposo. O veredicto de hoje é a confirmação de que os esforços conjuntos de nossos investigadores, criminalistas, investigadores do médico legista e da promotoria deram resultados.

Embora o veredicto de culpado represente uma vitória aos olhos da lei e do sistema judicial, nós também reconhecemos que muitas vidas foram afetadas pela morte de Michael Jackson. O Departamento de Polícia de Los Angeles nunca se esqueceu do fato de que Michael Jackson era um pai, um irmão e um filho, e que sua morte terá para sempre um impacto na família Jackson, em seus amigos e fãs.



Por Bruno Couto Pórpora
Fonte: LAPD Blog

terça-feira, 3 de maio de 2011

Julgamento de Conrad Murray é adiado para setembro

O juíz Michael Pastor decidiu ontem adiar o julgamento do Dr. Conrad Murray para o mês de setembro.

Foi um pedido da defesa para que o julgamento fosse adiado. Os advogados de Murray disseram não estar prontos para o julgamento por causa dos especialistas da promotoria, incluídos de última hora, que destruíram a sua teoria de que o Rei do Pop teria se matado.

A promotoria havia afirmado na semana passada que um dos seus especialistas chegou à conclusão de que seria impossível Jackson ter causado sua própria morte ingerindo o anestésico propofol, um argumento da defesa durante as audiências preliminares.

 
A defesa pediu inicialmente por um atraso de duas semanas no início do julgamento. O juíz e a promotoria ficaram preocupados com a possibilidade do mesmo problema acontecer em uma semana e meia (um novo pedido para adiar o caso), o que fez Pastor decidir por uma linha de tempo mais realista. Ele sugeriu junho ou julho. Chernoff alegou que tem apenas um mês de férias com seu filho (Julho). Pastor tem outro grande caso agendado para agosto e acabou optando por dar início ao julgamento do médico em setembro.

Os 171 possíveis jurados que preencheram os longos questionários sobre o caso serão eliminados, e um novo time será convocado a partir de 8 de setembro, disse o juíz.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: LA Times / Twitter

domingo, 1 de maio de 2011

Adiamento do julgamento de Murray será decidido na próxima segunda

Os advogados de Conrad Murray disseram ao juíz Michael Pastor, na última sexta-feira, que talvez precisem que o julgamento seja adiado, porque os promotores revelaram novas testemunhas com surpreendentes teorias científicas que a defesa não esperava.

Ed Chernoff e Michael Flanagan argumentaram que as novas provas contra o Dr. Conrad Murray deveriam ser impedidas de serem apresentadas no julgamento, porque chegaram tarde demais.

O promotor David Walgren disse que isso seria absurdo e que a situação é culpa da equipe de defesa, por se recusarem a adiar o julgamento quando o juíz sugeriu.

Entre os pareceres dos novos peritos propostos pela promotoria está o de que Jackson não poderia ter causado a sua própria morte por ingerir o anestésico propofol - porque ele não é absorvido pelo intestino.

Numa audiência preliminar no começo deste ano, a defesa levantou a idéia de que Jackson, desesperado para dormir, ingeriu o anestésico enquanto o médico estava fora do quarto.

O juíz Michael Pastor disse que não excluirá o depoimento dos peritos e declarou que a promotoria não estava tentando "botar um saco de areia" na defesa divulgando a testemunha tão próximo ao possível fim da seleção de júri.

"Este caso envolve questões científicas sofisticadas," disse Pastor, acrescentando que era provável que novas teorias surgissem durante a descoberta de provas.

"Eu não estou surpreso com a situação," disse o juíz. "Eu esperava esses problemas quando fui avisado de que este caso iria proceder no prazo de 60 dias após as audiências preliminares."

Walgren disse que a promotoria, que no início listou possíveis 11 especialistas como testemunhas, diminuiu a lista para 4, a maioria deles novos.

"Quando os primeiros especialistas entraram no caso, não era esperado que a defesa usasse a teoria de que Michael se matou," disse o promotor. "Esta é uma situação que eles criaram... sempre foi a nossa teoria de que o Dr. Murray foi incompetente, mentiroso e causou a morte de Michael Jackson."

Com a nova teoria da defesa no jogo, os promotores tiveram de procurar novos peritos científicos, ele disse.

A defesa pediu um atraso no julgamento, alegando precisar de mais tempo para revisar os relatos das novas testemunhas da promotoria. O juíz Michael Pastor convocou uma audiência para a próxima segunda-feira, 2 de maio, para considerar o pedido.

A seleção do júri deve continuar no dia 4 de maio.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: AP

domingo, 24 de abril de 2011

"Isto é um homicídio," afirma o promotor Walgren e juíz permite a exibição de fotos da autópsia

O juíz Michael Pastor decidiu na última quinta-feira (21) que permitirá a exibição de trechos do filme This Is It por parte da promotoria como prova do bom estado físico e emocional de Jackson nos dias anteriores à sua morte.

"Eu não acho que devemos nos entreter," disse o juíz. "E nem devemos nos sentir lesados nos nossos 99 centavos do iTunes se não ouvirmos a música inteira."

Pastor disse que apenas duas das fotos da autópsia, que mostram o corpo de Jackson deitado na mesa de exames, serão permitidas no julgamento.

Em uma imagem, Jackson está vestido com roupa de paciente de hospital. Na outra, ele está nu, com partes de sua anatomia escurecidas com tarjas, disseram os promotores.

"Embora elas sejam trágicas, não são horríveis ou sangrentas," afirmou o promotor David Walgren.

A defesa havia pedido que as fotos fossem barradas, dizendo que elas emocionariam o júri.

Walgren, porém, foi inflexível sobre a necessidade de mostrar a condição física de Michael Jackson para amparar a alegação da promotoria de que o cantor estava saudável.

"Isto é um homicídio e não podemos fingir que não é homicídio," disse Walgren.

O juíz concordou que as fotos são necessárias. Ele relembrou depoimentos das audiências preliminares onde testemunhas disseram que Jackson estava excessivamente magro e uma testemunha que o descreveu como parecendo ser um paciente de hospício.

Walgren disse estar consciente de que a família de Jackson estará na Corte e disse que as fotos serão cuidadosamente exibidas. Quando ele as mostrou para Pastor, o juíz disse não considerá-las chocantes, como afirmara a defesa.

Em relação aos vídeos, Pastor disse que apenas partes relevantes das apresentações de Earth Song e The Way You Make Me Feel podem ser exibidas ao júri.


Earth Song é um grande tributo ao meio ambiente, que a promotoria afirma ter sido a última gravação de Jackson no dia em que ele morreu.

"O que é permitido é que se exiba Michael Jackson cantando. O que não será permitido serão imagens de uma garotinha bonita e orcas e flores e fauna," disse o juíz.

O advogado de defesa Edward Chernoff objetou à exibição de trechos do filme, alegando que ele foi editado para mostrar Jackson da melhor forma possível.

Em outras questões, Pastor afirmou:

- A promotoria pode trazer várias das namoradas/amantes de Murray para testemunhar no julgamento, mas alguns detalhes sórdidos deverão ser omitidos. Por exemplo, Pastor disse não querer ouvir referências aos clubes de strip aonde Murray conheceu algumas delas.

- Os promotores não podem se referir aos problemas de Murray com pensão alimentícia e a quantos filhos ele tem.

- A defesa não pode falar sobre a condição financeira de Jackson, dizendo que isto tornaria o julgamento em "um circo que inflama o júri e não tem fim."

- Negou o uso de declarações de Murray aos seus profissionais nas quais ele pareceu mudar alguns dos detalhes inicialmente ditos à polícia sobre seu tratamento com Jackson.

O juíz disse que os especialistas não podem agir como "papagaios" para conseguir declarações de "hearsay" (boataria) do acusado perante o júri.

A promotoria sugeriu que se Murray quer contar a sua história, deve fazê-lo depondo em frente ao júri.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: AP / Washington Post / KOP Board

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A promotoria quer exibir trechos do filme "This Is It" no julgamento

A promotoria apresentou moção na última terça-feira (19) pedindo para exibir trechos do filme This Is It. Também pedem a exibição de imagens do corpo do cantor na mesa de autópsia. A intenção é de mostrar imagens do astro vivo e morto para contradizer o argumento da defesa de que Jackson estava doente e deprimido, e que por isso teria se suicidado.

A defesa sugere que Jackson, com problemas financeiros, sentia que não poderia prosseguir com seus shows em Londres a não ser que superasse sua insônia. Eles argumentam que ele estaria tão desesperado para dormir que teria administrado em si mesmo uma dose fatal de propofol enquanto o médico estaria fora do quarto.

Já a promotoria afirma que as fotos da autópsia provarão o testemunho médico de que Jackson, embora magro, estava em boa saúde, como demonstram as cenas do filme This Is It, onde um enérgico Jackson ensaia há apenas dias de sua morte, disseram os promotores David Walgren e Deborah Brazil.

"Este vídeo está em completa desigualdade com alguém que, segundo a defesa, tiraria sua própria vida de forma imprudente, horas depois do último trecho ser filmado," afirma a moção da promotoria.

A defesa se mexeu para barrar a exibição das fotos da autópsia, dizendo que elas inflamarão as paixões do júri.

A moção da promotoria diz que as fotos irão ajudar a entender o testemunho médico.

"Além disto, as fotografias de Michael Jackson não são sangrentas ou horríveis, diminuindo qualquer possibilidade de prejuízo," diz a moção.



Por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Associated Press

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Conrad Murray muda novamente sua história e a promotoria apresenta moção

A promotoria afirmou nesta segunda-feira que Conrad Murray contou aos seus próprios especialistas uma história diferente da que ele narrou à polícia.

Os promotores David Walgren e Deborah Brazil apresentaram uma moção pedindo ao juíz que barre novas alegações feitas pelo Dr. Conrad Murray.

Eles disseram que ele aparentemente fez as novas acusações em conversas com dois médicos que irão testemunhar a seu favor no caso.

Isto foi revelado em cartas dos especialistas, Dr. Paul White, um anestesiologista, e Dr. Joseph Haraszti, um psiquiatra e diretor de hospital.

A promotoria acredita que Murray falou com os especialistas após uma audiência preliminar em janeiro, aonde o foco foram suas declarações à polícia após a morte de Jackson, em junho de 2009.

A moção cita Murray dizendo aos especialistas que ele deixou o quarto de Jackson para fazer um telefonema, embora ele tenha dito inicialmente que deixou Jackson para usar o banheiro.

Os especialistas também disseram que Murray afirmou ter experiência em usar propofol como um sedativo, embora Murray não tenha dito isto nas entrevistas para a polícia.

A moção também diz que Murray afirma pela primeira vez que Jackson tomou propofol em um suco de frutas enquanto o médico não estava olhando. Os promotores dizem que isto é especulação.

J. Michael Flanagan, um advogado de Murray, diz que seu cliente não mudou sua história, mas apenas explicou alguns fatos ao Dr. White.

Murray havia esquecido de alguns detalhes quando conversou com a polícia, explica Flanagan, acrescentando que seu cliente decidiu fazer alguns telefonemas após ir ao banheiro.

Flanagan ainda afirma que Murray pensou após as entrevistas com a polícia e se deu conta de que a sequência de eventos foi um pouco diferente do que ele lembrara.

Os promotores classificaram as novas declarações sobre as ações de Murray como "uma tentativa camuflada de introduzir novas declarações em favor de si mesmo sem estar sujeito a ser interrogado."

"Tais informações estão em conflito com o que o acusado contou à polícia em suas entrevistas anteriores," afirma a moção.

O único modo de tais declarações serem admitidas, a promotoria diz, é se Murray testemunhar em sua própria defesa, estando sujeito a interrogatório. A promotoria afirma que relatos de ambos os médicos contém numerosos exemplos de novas declarações em conflito com as declarações anteriores de Murray.


Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Associated Press

domingo, 17 de abril de 2011

Promotoria quer enfatizar papel da vida amorosa de Murray na morte de Jackson

Os promotores no caso Conrad Murray dizem querer mostrar aos jurados que a complicada vida amorosa do médico o distraiu dos cuidados com seu paciente.

Em moções anexadas na quinta-feira, os promotores de Los Angeles também dizem que o Dr. Conrad Murray violou a confidencialidade de médico-paciente tentando impressionar suas três namoradas com o fato de estar cuidando de Jackson. Eles dizem que Murray divulgou informações médicas a elas, embora as tenha omitido das autoridades no momento crítico da morte de Jackson - além de estar distraído com mulheres ao telefone enquanto Jackson morria.

Os advogados de defesa se mexerem para banir "informações sexualmente escandalosas" incluindo seu patrocínio a clubes de strip-tease aonde ele conheceu mulheres.

A seleção do júri terá fim no próximo dia 4.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Linda Deutsch @ Associated Press

sábado, 16 de abril de 2011

Lista com as possíveis testemunhas no julgamento de Conrad Murray

A lista abaixo vem direto dos questionários preenchidos pelos jurados em potencial. Estes nomes são definidos como "indivíduos que são testemunhas em potencial ou pessoas que podem ser mencionadas durante o caso."

Janice Adams – Amante de Murray
David Adams – Anestesiologista de Las Vegas
Alberto Alvarez – Segurança de MJ
Nicole Alvarez – Atual namorada de Murray
Dan Anderson - Criminologista Supervisor - Laboratório Forense
Sade Anding – Amante de Murray
John Andrews - Neuropatologista
Erwin Azurdia
Edgar Barrios
Detective Behnke – Detetive do LAPD
Michelle Bella
Jacqueline Benjamin
Martin Blount – Paramédico de LA
Donald Boger - Radiologista
Gary Brigandy
Vanessa Brooks
Julie Brown
Robert Budd - Analista de laboratório
Steven Burdick
Andrew Butler – Paciente de Murray. Ligação para Murray no dia 25 de junho.
Selma Calmes - Anestesiologista
Kai Chase – Cozinheira de MJ
Christopher Clonen
Lesley Contreras
Dr. Richelle Cooper - Médica da sala de emergência da UCLA
Daniel Cruz
Jenna Daddario
Harry Daliwal - Gerente de vendas da AT&T
Sarah DeQuintana - Analista de laboratório
Frank Dileo – Empresário de MJ
Ashraf Elsayegh
Karen Faye – Maquiadora de MJ
Thomas Ferguson
Elissa Fleak – Investigador legista
Susan Etok – Engenheira de Biomateriais
Eucen Fu - Analista de laboratório
Nathan Gibbs
Antoinette Gill – Paciente de Murray. Ligação para Murray no dia 25 de junho.
Paul Gongaware – AEG CEO
Mark Goodwin – Paramédico de LA
Caroll Greuel - Empregado da Global Cardiovascular Associates (Escritório de Murray em Nevada)
Joseph Haraszti – Psiquiatra e especialista em vícios
Steven Hoeffler
Quan Hadong
Reynaldo Henry
Richard Holly
Steven Howard
Blanket Jackson
Jackie Jackson
Janet Jackson
Jermaine Jackson
Joe Jackson
Latoya Jackson
Katherine Jackson
Marlon Jackson
Paris Jackson
Prince Jackson
Randy Jackson
Rebbie Jackson
Tito Jackson
Bob Johnson
Graham Jones
Kathy Jorrie - Advogado da AEG para a turnê TII
Arnold Klein – Dermatologista de MJ
Philip Larson
Cathy Law - Médico
Cheryln Lee – Enfermeira de MJ
Robert Linnell – Supervisor dos paramédicos de LA
Jaime Lintemoot – Toxicologista de Los Angeles
Simon Lo
Kimberly Love
Timothy Lopez - Farmacêutico, dono da Applied Pharmacy Services, Las Vegas
Gene Loveland
Nenita Malibiran - Ex-namorada de Murray, com quem teve filhos e que atualmente o processa por atrasos na pensão
Stephen Marks
Orlando Martinez – Detetive em homicídios da LAPD
Stephen Marx - Especialista em computadores da DEA
Allan Metzger – Médico de MJ especialista em Lupus
Dan Meyers - Detetivde em homicídios da LAPD
Jeffrey Mills – Capitão dos bombeiros
James Moore
Bridgette Morgan – Amante de Murray
Marshall Morgan
Faheem Muhammad – Segurança de MJ
Roselyn Muhammad - Babá dos filhos de MJ
Connie Ng - trabalha na clínica de Murray em Nevada, Global Cardiovascular Associates
Thao Nguyen – Cardiologista da UCLA
Blanca Nicholas – relatado como um apelido usado por MJ em suas receitas médicas
Jimmy Nicholas - relatado como um apelido usado por MJ em suas receitas médicas
Sarah O’Leary - trabalha na clínica de Murray em Nevada, Global Cardiovascular Associates
Edward Okwueze
Kenny Ortega – Diretor de TII
Phillip Patel
Jason Phiffer
Randy Phillips – Executivo da AEG
Oscar Pleitez - Analista de laboratório
Warren Porche - Detetive de LAPD
Joshua Prager
Joanne Prashad – Médica que ligou para Murray em 25/06 para discutir um paciente
Stephen Pustilnik - Patologista do Texas
Tohme Ramses – Ex-empresário de MJ
Toby Rici
Janet Rimicci
Steve Robel - Investigador do condado de Santa Barbara que trabalhou no caso de 2005
Christopher Rogers - Chefe da Divisão Médica Legal em LA
Amir Dan Rubin
Richard Ruffalo – Anestesiologista e farmacêutico especialista da promotira
Stacey Howe Ruggles – Assistente de Murray (ligação em 25 de junho)
Robert Russell – Paciente de Murray. Ligação em 25 de junho.
Grace Rwaramaba – Ex-babá de MJ.
Karl Sanger
Lakshmanan Sathyavagiswaran - Chefe dos médicos legistas - LA
Richard Senneff – Paramédico de LA
Spencer Shelton
Russell Sherwin - Especialista em patologias pulmonares
David Slavit – Médico que fez o exame físico para o seguro da AEG
Scott Smith – Detetive do LAPD
Alon Steinberg
Jeff Strohm - Representante da Nextel
Diego Tabares
Leah Tanner - trabalha na cínica de Murray em Nevada, Global Cardiovascular Associates
John Thomas
Jukka Toivola
Larry Tolbert – Segurança de MJ muitas vezes chamado de Larry Muhammad
Patrick Tracy
Shawn Terrell
Gerard White - O homem que alega que Murray matou seu pai durante uma cirurgia
Timm Whooley
Louis Williams – Segurança de MJ e também irmão de Michael Amir Williams
Michael Amir Williams – Assistente de MJ
Jason Willis
Ed Winters – Assistente do chefe dos médicos legistas de LA
Michelle Zeidler



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Ivy @MJJC

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tohme Tohme Irá Testemunhar no Julgamento de Conrad Murray

O ex-empresário de Michael Jackson, Tohme Tohme, deverá testemunhar no julgamento do Dr. Conrad Murray. Foi o que determinou o juíz Michael Pastor nesta última segunda-feira.

Os advogados de Thome argumentaram que o seu cliente não havia recebido a intimação, mas Tamar Ravid, uma servidora da Corte, testemunhou que entregou a intimação nas mãos de Tohme em sua casa, no dia 3 de março. David Marghzar, um revendedor de carros usados, testemunhou na segunda-feira que ele estava com Tohme em um leilão de automóveis das 08h30 até às 15h00 no dia. O homem alegou conhecer Tohme por quase dez anos e que eles tinham uma relação de negócios.

"Estou convencido de que a intimação foi entregue," disse o juíz Michael Pastor, após ouvir ambas testemunhas.

Pastor estava mais preocupado com a alegação de que o depoimento de Tohme seria irrelevante para o caso de Murray.

Paul Takakijan, advogado de Tohme, disse que a defesa está "jogando fora uma linha de pesca" ao não terem conhecimento algum de que Tohme saiba de qualquer coisa que possa ajudar em seu caso.

Os advogados de Murray alegaram que Tohme é uma testemunha fundamental para sua estratégia de defesa para provar que Jackson injetou em si mesmo a dose fatal de propofol que o levou à morte, em 25 de junho de 2009.

Tohme tinha "conhecimento profundo de suas finanças, uso de drogas, seus hábitos" nos seus meses finais, alegou o advogado da defesa, Nareg Gourijan.

As "dificuldades financeiras da época são claramente relevantes para a nossa afirmação de que o sr. Jackson auto-administrou propofol," disse Gourijan.

Embora o argumento da defesa "pareça ser um monte de especulação," Pastor disse que manteria a intimação de Tohme já que ele era o gerente de negócios de Jackson no momento de sua morte. Ele indicou que, mais tarde, considerará a possibilidade de limitar os assuntos os quais Tohme pode ser questionado.

A defesa indicou que queria questionar Tome sobre a pressão exercida sobre Jackson nos seus últimos meses para preparar os 50 shows que ele iria realizar em Londres para a AEG Live, começando em julho.

"Ele (Tohme) negociou o contrato com a AEG e outras testemunhas dizem que o sr. Jackson ficou muito irritado com isso," disse Gourijan.

Tohme não irá cooperá com a defesa dando-lhes uma entrevista antes de seu depoimento, ele afirmou.

O tribunal irá considerar uma moção semelhante na próxima semana, em relação ao Dr. Arnold Klein.

A defesa alega que o dermatologista de Beverly Hills deu drogas a Jackson em suas últimas semanas de vida sem o conhecimento de Murray.

O tribunal irá realizar um terceiro dia de seleção do júri na próxima semana para constituir um time qualificado de possíveis jurados - aqueles cujas famílias, vida financeira e empregos poderiam suportar um julgamento de dois meses. O processo final de seleção do júri está marcado para 4 de maio, com os discursos de abertura começando em 09/05.


O Arquivo Michael Jackson publicou dois artigos envolvendo Tohme Tohme no Dossiê 25 de Junho. Confira aqui entrevista de Tohme para a Associated Press em julho de 2009 e aqui entrevista com Tom Barrack, em maio de 2009, com declarações de Tohme.


Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: CNN / MJJC

sábado, 26 de março de 2011

Segundo dia da seleção do Júri no caso Conrad Murray

160 candidatos a jurados estiveram presentes no segundo dia de seleção para o júri no caso de Conrad Murray. Apenas uma mulher levantou a mão quando o juíz Michael Pastor perguntou se alguém não havia ouvido falar sobre o caso contra o dr. Conrad Murray.

Os candidatos responderam a perguntas sobre sua disponibilidade para o julgamento, que deve durar dois meses após os discursos de abertura, no início de maio.

Na quinta-feira, 59 pessoas afirmaram terem tempo disponível para o caso e responderam a um questionário com 125 perguntas.

Pastor sugeriu aos advogados, em seu gabinete, que um relance inicial nos questionários do júri indica que muitos candidatos deverão ser eliminados por apresentarem opiniões fortes sobre as questões envolvidas no caso. Ele decidiu por mais uma data para a apresentação de candidatos a jurados - 7 de abril. A seleção pessoal do júri está marcada para 4 de maio.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Associated Press

Mais sobre o vazamento da defesa ao site TMZ

A transcrição de uma reunião fechada entre o juíz Michael Pastor e os advogados do Dr. Murray, obtida pela CNN, revela que uma "companhia de comunicação" contratada pela defesa vazou "esboços de perguntas" propostas para o questionário a ser apresentado aos candidatos a jurados.

"Isto é que o acontece quando há pessoas ansiosas para faturar," disse o juíz Pastor, de acordo com transcrição obtida pela CNN. "Eu estou certo de que não foi boa intenção de quem decidiu fornecer essa informação às vésperas da seleção do júri."

Pastor não é o primeiro juíz a reclamar sobre as táticas agressivas do TMZ para ganhar acesso aos segredos das cortes. O juíz encarregado do caso de Lindsay Lohan disse recentemente que a CIA poderia aprender com o TMZ.

A CNN tentou entrar em contato com um representante do TMZ, mas não obteve resposta.

O juíz Pastor, em audiência pública na quinta-feira, disse que ficou perturbado ao ver a notícia online na quarta-feira, por causa do "potencial de distorcer informações e impactar os possíveis jurados, de modo que eles sintam que têm de responder de uma determinada maneira."

Ele chamou os advogados de defesa e os promotores em seu gabinete para discutir o vazamento.

O advogado de defesa, Ed Chernoff, de acordo com a transcrição, disse que após verificar o site percebeu que as cinco questões publicadas foram as mesmas que lhe haviam sido apresentadas pela "empresa de comunicação" que ele contratou.

"Um dos funcionários vazou essas questões," disse Chernoff. "Agora, quero dizer, obviamente, eles foram demitidos."

O TMZ atribuiu as informações a "fontes que viram o questionário do júri."

Embora o TMZ tenha obtido informação privilegiada, as questões eram apenas "esboços", ele disse.

"Nenhuma dessas questões, felizmente, chegou ao questionário do júri," disse Chernoff.

O juíz encerrou o assunto, chamando-o de "passado". Ele disse acreditar na explicação dos advogados de defesa de que eles não foram responsáveis pelo vazamento.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: CNN

sexta-feira, 25 de março de 2011

Assessora de Murray é demitida após vazar informações para o TMZ

O Dr. Conrad Murray demitiu sua assessora por vazar informações da seleção do júri para o site TMZ.

Na quarta-feira, o TMZ.com havia postado o que seriam questões propostas pela defesa aos jurados em potencial, um vazamento que o advogado do Dr. Conrad Murray reconheceu ter vindo da própria assessora do médico. O juíz Michael Pastor disse que as perguntas foram inventadas, mas afirmou estar preocupado sobre como a informação na internet afetaria as respostas dos candidatos a jurados durante a seleção do júri.

Os advogados de defesa disseram a Pastor que uma empresa de comunicação contratada pela defesa vazou seis perguntas que haviam sugerido ao júri. Nenhuma das perguntas acabou no questionário final, que Pastor deu ordens para ser selado.

"É uma vergonha," Ed Chernoff, advogado de Murray, disse ao juíz. Chernoff pediu desculpas e disse que a empresa seria demitida.

Após a audiência, Chernoff confirmou que a empregada era Miranda Sevcik, uma publicitária de Houston que começou a trabalhar para Murray e sua equipe jurídica dois dias após a morte de Jackson.

Sevcik se recusou a comentar o assunto.

Agora está definitivamente provada quem era a fonte de informações do TMZ, sempre clicando Murray pelo país e gravando vídeos.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: LA Times

Primeira dia da seleção do Júri no caso Conrad Murray

Começou ontem a seleção do júri, sob forte esquema de segurança, no caso do médico Conrad Murray, com o juíz pedindo aos jurados em potencial para se concentrarem nos fatos do caso.

O nome de Michael Jackson foi mencionado apenas uma vez, mas sua fama era onipresente. No grupo de 159 candidatos a jurados, apenas dois levantaram as mãos quando o juíz do Superior Tribunal de Los Angeles, Michael Pastor, perguntou se alguém não havia ouvido falar sobre o caso.

"Julgamentos reais não são roteiros de episódios de séries de TV," alertou Pastor.

O Dr. Conrad Murray, que se declarou inocente da acusação de homicídio culposo, assistiu e saudou a multidão de jurados. "Bom dia, senhoras e senhores," disse Murray, de frente para aqueles que decidirão o seu futuro. "Bom dia," muitos responderam de volta.

O juiz realizou os procedimentos em uma sala de reuniões do júri e disse que os jurados em potencial não podem estar nas áreas públicas da corte. Serão trazidos a eles alimentos, bebidas e terão acesso aos banheiros diretamente da sala de reuniões.

Apesar do juíz ter permitido câmeras durante o julgamento, elas não serão permitidas durante a seleção do júri.

Os candidatos a jurados preencheram um pequeno questionário sobre a sua disponibilidade para o julgamento de dois meses, que está agendado para começar em 9 de maio. Aqueles que não têm trabalho, férias ou outros compromissos, serão então convidados para preencher um questionário de 27 páginas que os advogados e Pastor irão analisar antes da próxima fase da seleção do júri, em 4 de maio.

A primeira tarefa de Pastor será analisar as perspectivas deles poderem se dar ao luxo de passar dois meses em um julgamento. Júris típicos para julgamentos longos incluem funcionários públicos, empregados particulares que são pagos pelo serviço no júri e aposentados, que não possuem pressões de trabalho.

Aqueles que passarem em tais qualificações preencherão um questionário de 125 perguntas. O inquérito deve abranger o seu conhecimento do caso, seus gostos musicais, seus relacionamentos com seus próprios médicos, seu conhecimento sobre remédios controlados e se eles têm pontos de vista pré-determinados sobre a culpa ou inocência de Murray.

A família de Jackson não compareceu à audiência de quinta-feira.

Murray, que também opera uma clínica em Las Vegas, tem a sua carreira em risco. O juíz já suspendeu a sua licença para praticar medicina na Califórnia e conselhos médicos no Texas e Nevada poderiam seguir o exemplo se ele for condenado. É um dos motivos para seus advogados terem dito que ele queria um julgamento rápido.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Associated Press / CNN

quinta-feira, 24 de março de 2011

Advogados de Murray querem os registros médicos de Klein

O juíz Michael Pastor decidiu na terça-feira revisar os registros médicos do dermatologista de longa data de Michael Jackson, antes de determinar se os documentos devem ser entregues aos advogados de defesa, que procuram provar que o cantor estava viciado em um poderoso analgésico nos seus últimos meses de vida.

O juíz irá rever os arquivos do Dr. Arnold Klein, que cobrem os últimos nove meses da vida de Jackson.

Klein está lutando contra a liberação dos arquivos para os advogados do Dr. Conrad Murray, citando regras de confidencialidade do paciente. Curiosamente, Klein não demonstrou tal preocupação ética ao inventar para a imprensa a história de que Jackson teria um relacionamento homossexual com um de seus funcionários.

Os advogados de Murray disseram que precisam rever os arquivos para ver se os registros apóiam a teoria da defesa de que Jackson estava sofrendo com abstinência do analgésico Demerol quando morreu inesperadamente, em 25 de junho de 2009.

Os advogados alegam que Klein frequentemente aplicava injeções de Demerol em Jackson e que o cantor se tornou viciado no tratamento.

"Devido às ações do Dr. Klein, o Sr. Jackson tornou-se fisiologicamente e psicologicamente dependente de Demerol," os advogados de Murray escreveram em uma moção apresentada na segunda-feira. "O direito do Dr. Murray a essas informações no processo penal supera em muito qualquer direito ou privilégio de privacidade afirmado pelo Dr. Klein em relação aos registros do Sr. Jackson, que agora está morto."

O advogado de defesa, Michael J. Flanagan, disse que um perito da defesa alega que Jackson demonstrava sinais de abstinência do analgésico Demerol antes de sua morte, e que isso pode ter complicado as suas reações a outros medicamentos.

O advogado de Klein, Garo Ghazarian, disse durante uma audiência na terça-feira que a defesa não demonstrou nenhuma evidência de que Jackson era viciado em Demerol ou que qualquer um dos tratamentos de Klein era indevido.

Pastor disse que irá rever os arquivos em 6 de abril e também escutar a posição de um advogado do Espólio de Jackson, que não renunciou a nenhum dos privilégios do cantor.

Alguns dos registros médicos de Klein já foram entregues aos legistas que investigaram a morte de Jackson.

Os advogados de Murray, Ed Chernoff e Nareg Gourjian, disseram ter revisto os arquivos. Eles concordaram em limitar os pedidos de registros para os últimos nove meses de vida de Jackson, quando o cantor voltou para Los Angeles e começou a se preparar para a série de shows na O2 Arena.


Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: Associated Press

quarta-feira, 16 de março de 2011

Juíz Prepara Questionário com 160 Perguntas para Possíveis Jurados

O juíz da Suprema Corte de Los Angeles, Michael Pastor, disse hoje que está finalizando um longo questionário para os possíveis jurados no julgamento do médico pessoal de Michael Jackson, Dr. Conrad Murray, acusado de homicídio culposo.

Pastor afirmou que o questionário terá cerca de 160 perguntas em 30 páginas.

"É um trabalho ainda em progresso, embora eu acredite que estará finalizado no final da semana," disse o juíz.

Pastor disse aos promotores e advogados do Dr. Conrad Murray que eles receberão "cópias confidenciais" do esboço do questionário, que ele disse que apresentará uma marca d'água. Ele alertou que não quer vê-lo "circulando pelo universo" e que não é para ser dado "a mais ninguém".

Possíveis jurados deverão estar na corte de Los Angeles nos dias 24 e 25 de março. Os candidatos retornarão em maio para passarem por entrevistas individuais sobre suas vidas e visões sobre o caso envolvendo a morte de Michael Jackson.

O juíz Michael Pastor também aprovou o pedido da defesa para acessar as impressões digitais originais retiradas de uma seringa quebrada no quarto de Jackson. Os advogados pretendem alegar que Jackson injetou em si mesmo o poderoso anestésico propofol, causando sua própria morte.



Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: BH Courier / Associated Press

sábado, 12 de março de 2011

Advogados de Murray querem entrevistar testemunhas

Advogados de Conrad Murray disseram que querem conversar com cerca de 40 pessoas descritas como "testemunhas hostis" antes do início do julgamento.

O advogado Michael Flanagan disse ao juíz na última quarta-feira que intimações foram enviadas a 35 testemunhas, incluindo todos os membros da equipe de seguranças de Jackson, que estavam na mansão do astro no dia 25 de junho de 2009.

O caso será retomado no próximo dia 16, quando os questionários ao júri serão discutidos. A seleção do júri está marcada para começar em 24 de março, com discursos de abertura programados para 9 de maio.


Traduzido por Bruno Couto Pórpora
Fonte: ABCNews