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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Murray Vai a Julgamento por Homicídio Culposo

Abaixo você confere todos os acontecimentos do último dia de audiências preliminares no caso do Dr. Murray, que irá a julgamento sob a acusação de homicídio culposo [involuntary manslaughter]. Murray irá à Corte no próximo dia 25 ouvir as acusações que pesam contra ele.

11 de janeiro de 2011, Audiência Preliminar, Dia 6 [Último]

- Janet, LaToya e Randy estão presentes. Katherine não compareceu.

Depoimento do médico do LA County Coroner's Office, Christopher Rogers


- Médico legista de LA. Empregado desde 1988 e patologista forense.

- Ele realizou a autópsia em MJ.

- Rogers afirma que Michael Jackson estava em excelente saúde quando morreu para um homem de meia idade.

- MJ tinha apenas um problema na próstata, um pólipo no colon, pulmões inflamados e cicatrizados, e também um pouco de artrite na coluna.

- MJ tinha 1,75m e pesava 61 kilos. Sua massa corporal era de 20.1.

- MJ não possuía anormalidades no coração e não tinha aterosclerose. Ele não tinha nenhuma doença cardíaca.

- Nenhum trauma ou doença natural que tenha causado sua morte.

- Eles concluíram que foi homicídio, baseado nas informações que tinham e no tratamento fora do padrão que foi dado a MJ.

- Interrogatório da defesa: Rogers diz que a situação não permitiria uma auto-administração de propofol e que não há fatores inconsistentes com suas conclusões. Perguntam a ele se MJ, hipoteticamente, tivesse ingerido propofol e lidocaína por si mesmo, se ainda seria considerado um homicídio. Rogers responde que ainda assim teria sido um homicídio baseado no tratamento que ele estava recebendo - o fato de haver propofol numa situação sem preparo para possível efeitos adversos.

- Ainda sobre auto-administração: O cateter de IV estava na perna esquerda um pouco abaixo do joelho. Rogers menciona que é difícil alcançar e que para MJ ter injetado em si mesmo, seria preciso que o médico parasse a medicação, deixasse o quarto e MJ acordasse e despertasse o suficiente para injetar o propofol.

- Rogers diz que é possível ingerir oralmente propofol, mas que ele não acredita ser este o caso considerando a pouca quantidade encontrada no estômago.
A defesa esboçou esta teoria na audiência anterior, porque pequenas porções do anestésico foram encontradas no estômago de Jackson.

- Christopher Rogers testemunhou que mesmo que Murray estivesse correto sobre ter administrado apenas 25mg de Propofol a MJ, Jackson teria acordado após 3 ou 5 minutos de sono.

- Rogers diz que Murray usava o poderoso anestésico propofol de forma inapropriada para tratar a insônia do cantor. Ele também diz que Murray estava errado em deixar Jackson sozinho enquanto ele estava sob anestesia.

Depoimento do Dr. Richard Buffalo

- Anestesiologista e farmacologista clínico.

- Foi pedido a ele que revisasse uma série de materiais e oferecesse sua opinião sobre qualquer possível desvio do padrão de tratamento médico. Ele escreveu um relatório independente de 47 páginas.

- De acordo com o Dr. Ruffalo, se é dado propofol a alguém, técnicas de monitoramento devem ser utilizadas. E se alguém mistura propofol com outros medicamentos, o risco de uma reação adversa aumenta.

- Ruffalo: "É evidente que você precisa estar mais atento... você precisa ser capaz de realizar técnicas de ressuscitação."

- Ele diz que os níveis de propofol em MJ no horário de sua morte seriam até mais altos pois sangue é retirado dele após ter recebido uma grande quantidade de líquidos por IV e pelo fato do propofol se degradar com o tempo.

- O Dr. Ruffalo também acha que o número de benzodiazepínicos no sangue do coração reflete uma injeção de uma dose maior do que a que o Dr. Murray afirma ter dado.

Discursos de encerramento

Os advogados de Murray

- Nós não sabemos o horário da morte, se soubéssemos o horário poderíamos concluir quem está envolvido.

- Murray via MJ todos os dias por 3 meses, ele saberia como MJ interagia com estes medicamentos melhor do que outros médicos.

- Murray deu a injeção por volta de 10h40, então se Murray estava longe de MJ, como ele poderia ter dado outra dose de propofol? Então o que acontecia entre 11 horas e meio dia? Isto demonstra que o Dr. Murray não poderia ter dado esta dose, ele estava no telefone.

Discurso final do promotor Walgren

- Walgren está muito irritado e em voz alta e apaixonada, dá o seu discurso final.

- No discurso final, o promotor David Walgren diz ao juíz, "Não era a hora de Michael Jackson partir. Michael Jackson não está aqui hoje por conta da negligência e imprudência do Dr. Murray. Os filhos de Michael Jackson estão sem um pai. MJ morreu nas mãos de Murray".

- Walgren revisa os depoimentos.

- Walgren menciona a linha do tempo de Murray "De acordo com a linha do tempo do próprio Murray, podemos considerar que ele deixou MJ deitado por cerca de uma hora sem respirar. Ou ele poderia estar mentindo sobre sua linha do tempo, e Murray não está sendo sincero em relação a isto. A terceira opção é que o Dr. Murray é tão completamente incompetente e imprudente, que ele não tem idéia do que deu a Michael e quando."

Conclusão

- O juiz Pastor nega à defesa o pedido de arquivar o caso.

- Walgren pede por um aumento na fiança de Murray (quer que seja $300,000). O juíz nega porque ele não acredita que Murray irá fugir.

- A Sra. Saunders da Junta Médica revisa um depoimento e pede ao juiz que suspenda a licença médica de Murray. O juiz concede este pedido. O juiz diz que os depoimentos apresentados durante os seis dias de audiência o conveceram de que permitir que o cardiologista continuasse com sua licença "constituiria um perigo iminente à segurança pública." Segundo o ele, as evidências apresentadas pela promotoria mostram uma "ligação direta entre os atos e omissões do Dr. Murray e o homicídio neste caso".

- O juíz Michael Pastor declara que há evidência o suficiente para um julgamento sob a acusação de homicídio culposo. Se condenado, a pena máxima de Murray é de 4 anos de prisão.

- A decisão de Pastor de mandar o caso a julgamento já era esperada, inclusive pelos advogados de Murray, mas sua defesa contestou fortemente a perda de sua licença, classificando-a como "opção nucelar" que destruiria a capacidade do médico de 57 anos de sustentar sua família e montar uma defesa criminal.

- O Dr. Murray ouvirá as acusações perante o tribunal no dia 25 de janeiro, às 08:30 da manhã.



Fonte: KOP, Trials and Tribulations, CNN, Associated Press, LA Times e MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Resumo da Audiência Preliminar de Conrad Murray, Dia 5 (10 de Janeiro, 2011)

10 de janeiro de 2011, Audiência Preliminar, Dia 5

- Primeira ordem do dia - o Juíz Pastor e advogados discutem evidências relacionadas a informações tiradas do iPhone do Dr. Murray. Um promotor disse que pretendia usar algumas das informações, o que foi divulgado aos advogados que lidam com o caso no final da semana passada, quando chamasse a primeira testemunha do dia. Chernoff (advogado de Murray) levanta preocupações sobre o privilégio advogado-cliente. O celular possui curtas mensagens de voz e 12 capturas de tela. Depois de um atraso de 45 minutos, o Juíz Pastor diz que "algumas informações nos arquivos são relevantes... mas um significante número delas também não são." O Juíz Pastor permite que o iPhone de Murray seja considerado como evidência. Um novo arquivo é gravado e dado aos promotores. Um recesso de 15 minutos é concedido para que os novos ítens sejam revisados. Os promotores vão usar os arquivos do celular de Murray para criar uma linha do tempo detalhada das ações do doutor no dia em que Jackson morreu.

Depoimento de Stephen Marx

- Marx é um examinador forense em computação do DEA [Drug Enforcement Administration] que examinou o iPhone.

- Ele testemunha sobre e-mails enviados em 25 de junho entre Murray e Bob Taylor, da Companhia de Seguros Bob Taylor de Londres.

- Bob Taylor envia um e-mail a Murray às 5:54 da manhã, horário de Los Angeles. O e-mail continha perguntas específicas sobre a saúde de MJ. Murray o respondeu às 11:27 da manhã, horário de LA. O conteúdo da resposta é sobre a autorização de liberação de registros médicos, para conseguir seguro.

- O e-mail confirma que Murray era o único médico que Jackson consultava em um período de 3 anos e pergunta sobre matérias que saíram na imprensa sobre a saúde de Jackson. O corretor de seguros londrino que organizava uma apólice para os shows TII de Jackson pediu a Murray, na manhã de 25 de junho, uma resposta sobre os artigos da imprensa que afirmavam que Jackson estava mal de saúde.

- Murray responde: "as declarações sobre sua saúde publicadas pelas imprensa, pelo que eu sei, são todas maliciosas."

- Haviam também e-mails repassados e anexados do corredor de seguros, sobre representantes oficiais de MJ e da AEG.

Depoimento de Tim Lopez


- Tim Lopez é o propritário da Applied Pharmacy Services e um farmacêutico há 15 anos.

- Lopez disse que em novembro de 2008, Murray ligou a ele pedindo um creme para tratar vitiligo. No entanto, Lopez não tinha o creme disponível. Lopez perdeu contato com Murray e só foi ouvir dele novamente em março de 2009.

- Murray liga para ele em março de 2009 perguntando se tinha benoquin 20% (creme para vitiligo). O farmacêutico encontra um fornecedor. Murray faz um pedido de 40 unidades de 30g, 20%. Murray diz ao farmacêutico que seu paciente é afro-americano e que ele o iria instruir sobre o uso.

- Mais tarde, Murray liga para dizer que ficou feliz com o resultado do creme e pergunta sobre propofol e soro fisiológico. O farmacêutico fornece a informação a Murray e Murray faz um pedido.

- 6 de abril: Murray faz um pedido de 1 cartela de frascos de 100ml e 1 cartela de 20ml de Propofol, e 9 sacos de soro fisiológico. Ele também duplica o seu pedido de Benoquin, o creme usado para tratar vitiligo e pergunta se seu pedido poderia ser enviado para seu escritório em Vegas.

- Murray então muda de idéia sobre sobre o endereço de entrega e pede que a encomenda seja enviada para o endereço de Nicole Alavarez. Lopez disse que Murray nunca mencionou que MJ era o seu único paciente na época, o que o fez acreditar que todos os frascos de propofol que ele pedia seriam usados pelos pacientes em sua clínica de Los Angeles.

- Lopez testemunhou que entre os meses de abril de junho, Murray ligou para sua farmácia pelo menos 7 vezes para fazer pedidos de medicamentos específicos. Alguns dos medicamentos eram lorazepam, midazolam, propofol & flumazenil. Murray pediu que cada encomenda fosse enviada para o endereço de Santa Monica, que o dr. havia dito a ele ser o endereço de sua clínica (na verdade, era o endereço de sua namorada, Nicole).

- Lopez disse que quando ele se propôs a entregar pessoalmente o pedido durante uma viagem a Los Angeles, Murray disse que não o fizesse. "Ele disse mande por Fed Ex como normalmente fazemos," relembrou Lopez.

- 28 de abril -- 4 caixas e cada uma das caixas continha 10 frascos de 100ml. Mais tarde naquele mês, Murray pediu 20 frascos de midazolam e 20 frascos de lorazepam.

- Em 12 de maio, Murray pediu 4 caixas de propofol, assim como duas bandejas de midazolan.

- Em 10 de junho, Murray pediu 4 caixas de Propofol e 2 frascos de 20ml de Propofol.

- Em resumo: Murray pediu 255 frascos de Propofol em dois meses -- 130 frascos de Propofol em doses de 100ml e outros 125 frascos de Propofol em 20ml.

- Murray também perguntou sobre o creme de benoquin e se havia uma fórmula que era menos oleosa.

- Durante interrogatório do promotor, o farmacêutico disse que Murray pediu várias vezes por conselho sobre o que ele poderia tomar para aumentar sua energia e "estado de vigília". Ele não queria um narcótico, queria o mais natural possível. Ele queria um remédio que não fosse controlado. O farmacêutico faz a fórmula com três produtos disponíveis, formando uma cápsula. Ele misturou cafeína, aspirina e efedrina, e fez 30 cápsulas com esta fórmula.

- Murray diz que seu paciente reclamava de dor por conta das injeções e pediu ao farmacêutico um analgésico tópico. Ele indicou que queria apenas lidocaína. 


- Mostram a Lopez uma série de notas de frete relacionadas às encomendas de Murray. Algumas das notificações de recebimento trocam equivocadamente "Alvarez" de Nicole Alvarez por "Alvarie". A última notificação é datada de 15 de junho de 2009.

Depoimento de Jaime Lintemoot

- Lintemoot é um criminalista sênior no Escritório do Legista do Condado de Los Angeles e toxicologista principal em casos que envolvem propofol.


- Pelo sangue retirado na UCLA, eles determinaram que propofol estava presente e mais tarde fizeram exames nos tecidos. Lintemoot menciona altos níveis de propofol encontrados nos testes.

- O advogado de Murray, Flanagan, pergunta sobre 70 gramas de fluido encontrados no estômago de MJ (que indicaram positivo em um teste para traços de Propofol). Flanagam notou a presença de uma caixa de suco na cabeceira de MJ... e perguntou se ela havia sido examinada em busca de Propofol.... levantando a possibilidade de que MJ estava bebendo o anestéstico pouco antes de morrer. O criminalista respondeu que não testou a caixa de suco.

Depoimento de Orlando Martinez

- Martinez é um detetive em homicídios de LA com 16 anos de experiência. Ele investiga mortes.

- Martinez testemunhou que começou a tentar entrar em contato com Murray em 25 de junho, mas não conseguiu. Martinez recebeu uma ligação do advogado de Murray em 26 de junho. Martinez e o advogado de Murray, Michael Pena, fizeram arranjos para que Murray encontrasse Martinez em 27 de junho, em um hotel em Marina Del Rey.

- Murray diz que conheceu MJ em 2006 através do filho de um paciente e mais tarde tratou MJ e seus filhos de uma gripe em Las Vegas.

- Murray conta ao detetive que recebeu uma ligação de Michael Amir Williams dizendo que MJ queria que ele fosse seu médico na turnê.

- Murray conta ao detetive que tratava MJ há cerca de 2 meses, ajudando-o a dormir seis noites por semana.

- Murray disse que injetava 50mg de Propofol em Jackson, e mantinha por via venosa para mantê-lo dormindo. Martinez testemunhou que Murray disse a ele que 50mg era o máximo que dava a Jackson.

- Martinez diz que o Dr. Murray expressou uma preocupação sobre Jackson desenvolver uma dependência em Propofol. Murray sentiu que MJ desenvolveu uma dependência em Propofol, então com a permissão de MJ ele introduziu midazolam e lorazepam, para ajudar MJ a dormir.

- O que aconteceu em casa após MJ retornar do ensaio: MJ subiu ao quarto, eles conversaram brevemente sobre o que aconteceu naquela noite e MJ tomou um banho e se trocou. Murray passou uma espécie de creme nas costas de MJ para uma doença dermatológica.

- Murray diz que o IV estava ou na perna direita ou esquerda de MJ, abaixo do joelho.

-- A timeline de Murray e sua versão dos acontecimentos

2 AM: 10mg de valium oralmente, 2 ml de lorazapam com soro fisiológico administrada lentamente por 2 a 3 minutos. Feito com seringa usando o IV
3 AM: 2 mg de diazopam, mesmo método
3:20 AM: MJ dorme por 10-12 minutos e então acorda

Murray diz que desligou as luzes e colocou música, e sugeriu que MJ meditasse. "O sr. Jackson começou a reclamar a ele que não conseguia dormir e que teria de cancelar seus ensaios e shows," testemunhou o detetive Orlando Martinez.

Murray dá mais Mirazapam - não faz efeito

5AM: 2mg de lorazapam - não faz efeito. MJ reclama novamente sobre ter de cancelar os shows.

7:30AM: MJ ainda acordado, reclama sobre a pressão sob ele por ter de cancelar ensaios. Murray dá mais 2mg de diazopam - não faz efeito.

10AM: MJ pede pelo seu "leite" - propofol

Martinez diz que Murray se descreveu como "pressionado" para administrar propofol apesar de suas preocupações de que MJ tivesse se tornado um viciado enquanto se preparava para TII.

10:20-10:40: Murray injeta 25mg de propofol durante um tempo

11AM: MJ dorme. Murray olha MJ por um tempo e quando se sente confortável o suficiente para deixar o quarto, vai ao banheiro por 2 minutos.

Ele volta após 2 minutos, assustado em ver que MJ não estava respirando, porque ele sempre olhava para seu peito e o movimento do seu diafragma.

Murray começa a fazer compressão torácica - uma mão segurando as costas de MJ e outro no seu peito. Ele diz também ter feito respiração boca-boca.

Murray disse que não conseguia botar MJ no chão sozinho. Aqui está a explicação de Murray sobre o porque ele fazia RCP em MJ na cama ao invés de em uma superfície dura:

--- "Dr. Murray disse que não conseguia movê-lo para o chão sozinho," disse a testemunha.
--- O promotor David Walgren notou que Murray tem 1,98m e pesa cerca de 100kg enquanto MJ pesava cerca de 61kg quando morreu.

Murray diz que estava tentando ressuscitar MJ e não quis interromper, por isso não ligou para a emergência. Veja a explicação de Murray por não ter chamado a ambulância imediatamente:

-- "Ele disse que estava cuidando do paciente e não queria descuidar dele," disse Martinez.
-- "Ele indicou que ligar para a 911 seria um descuido com o paciente?" perguntou o promotor David Walgren.
-- "Sim," disse o detetive.

Murray injetou tomazapil 2ml em MJ.

- Durante este processo ele ligou para Michael Amir Williams - enquanto segurava o telefone com uma mão, e fazia compressões torácicas com outra. Murray também deixou o quarto para chamar Kai Chase.

- Murray não disse ao detetive que estava dando telefonemas e mandando sms quando ele supostamente estaria tratando MJ. Murray apenas menciona a ligação que fez para Michael Amir Williams.

- Chernoff no interrogatório da defesa: o advogado de Ed Chernoff perguntou a Martinez se Murray havia falado de Jackson ter pedido para auto-administrar propofol. Ele respondeu que sim.

--- "O Sr. Jackson sabia tudo sobre propofol antes do Dr. Murray aparecer em cena?" perguntou Chernoff.
--- "Sim," disse Martinez.
--- O detetive perguntou se Jackson solicitou "empurrar o propofol" ele mesmo e ele disse que era verdade.
--- "Michael Jackson disse ao Dr. Murray que ele gostava de empurrar a injeção em si mesmo e que outros médicos o deixavam fazer isso?" perguntou Chernoff.
--- "Sim," disse a testemunha.
--- "E o Dr. Murray disse que não o deixaria fazer isso?" perguntou Chernoff.
--- "Correto," respondeu a testemunha.



Fonte: KOP, Trials and Tribulations, CNN e MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

sábado, 8 de janeiro de 2011

Resumo da Audiência Preliminar de Conrad Murray, Dia 4 (7 de Janeiro, 2011)

7 de janeiro de 2011, Audiência Preliminar, Dia 4

- Katherine, Joe e LaToya Jackson estão presentes.

Depoimento do Detetive Dan Myers

- Myers é interrogado pela defesa. Muitas objeções às perguntas.

Depoimento de Sade Anding

- Sade trabalha na churrascaria Sullivan (em Houston) e conheceu Murray lá em fevereiro de 2009. Ela era namorada/amante (ele também mantinha um relacionamento com Nicole Alvarez na época, alémde continuar casado) de Murray em junho de 2009.

- Sade Anding - que estava em Houston no dia em que MJ morreu - testemunhou que recebeu uma ligação de Murray por volta do 12:30. Não está claro a que zona de horários ela se refere (Pacific ou Central, já que existe uma diferença de horas entre LA e Houston). Mas apenas uma ligação de Murray para Sade aparece nos registros telefônicos de Murray - às 11:51 Pacific Time [horário de LA].

- Ela diz que ele parou repentinamente de respondê-la ao telefone. "Eu só me lembro de ter dito, 'Alô, alô, alô! Você está aí? Você está aí'" relembrou Anding. Ela disse que ouviu "uma agitação, como se o telefone estivesse dentro de um bolso," seguido de tossidas e um "murmúrio de vozes" que ela não reconhecia. Sade estima que a ligação durou 5 minutos.

- Ela disse que ligou de volta para Murray e também mandou um sms, mas não obteve resposta.

- Ela conta que falou novamente com Murray quando o departamento de polícia de Los Angeles esteve em sua casa em 2009. Ela ligou para Murray e ele disse que sentia por tê-la colocado nessa situação. Ele pediu para que ela ligasse para um advogado.


Depoimento de Bridget Morgan

- Morgan conheceu Murray em 2003 em uma boate e tem um relacionamento social com ele. Ela ligou para Murray no dia 25 de junho, mas ele não atendeu.

Depoimento de Nicole Alvarez


- Nicole Alvarez foi ordenada pelo escritório do juíz a testemunhar na sexta-feira por não estar cooperando com o caso.

- Alvarez conheceu Murray em 2005 em uma boate em que ela trabalha. Alvarez diz que ela e Murray desenvolveram uma "relação íntima" mas que ela não lembra se ele contou a ela que ainda era casado. Mais adiante no seu depoimento, no entanto, ela diz que a residência permanente de Murray era "em Las Vegas com sua esposa."

- Ela diz que Murray passa 2-3 noites da semana com ela e não sabe onde ele está quando não estão juntos. "Bem, eu não tenho expectativas em relação ao Dr. Murray. Eu sigo esta regra na minha vida [não manter expectativas sobre ninguém]."

- Ela descobre em algum momento que Murray é o médico pessoal de MJ (ela se confunde bastante, no entanto, sobre quando descobriu isto).

- Ela diz que Murray deixava a casa por volta de 21/22h e retornava entre 7/10 da manhã (embora não houvesse um padrão).

- Alvarez diz que sabia que Murray deixava seu apartamento de noite para tratar Jackson, mas que o médico não disse a ela "absolutamente nada" sobre esses tratamentos. "O Dr. Murray e é um profissional e eu sei qual é a minha posição na vida dele e não é obrigação minha saber os detalhes de seus tratamentos médicos," ela disse.

- Alvarez diz que Murray a convidou para viajar à Inglaterra - Murray já havia dito a ela que acompanharia MJ na mesma viajem. Ela responde dizendo que estava "definitivamente animada" com a viajem.

- Ela diz que Murray contou a ela que pacotes seriam enviados para sua casa e pediu que ela os guardasse. Ela diz que ele não contou a ela qual era o conteúdo dos pacotes e se eram importantes. Ela diz que nunca abriu nenhum dos pacotes. Ela diz que nunca perguntou sobre o conteúdo dos pacotes.

- Ela diz que como os pacotes eram para Murray, não prestou atenção nos remetentes.

- Quando o promotor mostra a ela uma nota de entrega que ela mesma assinou, perguntando se ela reconhece a assinatura, ela diz que "poderia" e "parecia" ser a assinatura dela.

- O filho de Alvarez com Murray nasceu em março de 2009.

- Alvarez foi rude e arrogante e pediu várias vezes para que as perguntas fossem repetidas, ou dizia não as ter entendido. Quando o promotor perguntou se no mês de abril de 2009 as visitas de Murray à sua casa eram em base diária, ela pediu que ele repetisse a pergunta duas vezes, o que faz o Juíz Pastor advertí-la: "Você tem que prestar atenção".

- Quando a promotora Deborah Brazil pergunta a ela quando descobriu que estava grávida, ela não sabe responder. Começa a contar nos dedos e diz "em junho de...". A promotora completa com "2008".

Depoimento da médica legista de Los Angeles Elissa Fleak

- Fleak chegou na UCLA às 17:30 para exame físico do corpo na tentativa de deduzir algo sobre a causa da morte. Ela não viu sinais óbvio de uma causa de morte.

- Fleak consegue 4 garrafas de sangue da UCLA para testes toxicológicos.

- Saindo da sala de emergência, ela se dirige a casa de MJ para fazer observações do quarto tirando fotos, documentando e coletando vários "frascos de pílulas" encontrados ao lado de sua cama.

- Fleak começa documentando os medicamentos encontrados. Ela observu flomax, clonazepam, diazapam, lorazapam, tomazapam, trazadona, tiziaandine, vários frascos de pílulas, tubos de creme, hydrocodone, tubo de creme de lidocaína, benequin. Ela documenta quem os prescreveu.

- Tubo de creme de lidocaína em cima da mesa. Havia uma seringa em cima da mesa e outra no chão, perto da cama. Bolsa de IV conectada por um tubo. Bolsa azul de respirador artificial, que é ligada na coana nasal. Seringa na mesa, agulha no chão, pode ter sido colocada na seringa ou não (esta é a seringa que ela descreveu estar quebrada). Um saco de soro fisiológico, um jarro de urina, várias fraldas geriátricas, uma caixa aberta com agulhas hipodérmicas descartáveis. Cateteres para administração intravenosa, frasco vazio de propofol e tomazinil.

- Ela retorna em 29 de junho. Fleak descobre por detetives que há mais evidências na casa. Ela vai ao quarto adjunto com armários de madeira e descobre vários ítens.

- Lista de ítens: 1 saco quadrado preto com zipper. 1 saco azul escuro com a logomarca "Costco" do lado de fora. Saco azul claro e marrom. Sacola escrito "Baby Essentials" com um zipper. Diversos suprimentos médicos e sacola cheia de cremes bedoquin.

- Dentro de uma sacola: manguito de pressão preto, três frascos de lidocaína de 30mil. 2 vazios e um deles quase no final. Todos os três haviam sido abertos.

- Saco azul da "Costco": saco de soro fisiológico que estava rasgado com uma garrafa de 100mg de propofol dentro (aberta e ainda com o líquido). Frasco de 20ml de propofol aberto, ainda com líquido. Frasco aberto morazapam 10ml ainda com líquido. 2 frascos de midazalom 10ml ambos abertos e com líquido. Pedaço de gaze com sangue. Uma sacola com variados suprimentos médicos e um monitor de pressão de dedo.

- Outras sacolas: 2 garrafas de 100ml de propofol, 2 garrafas de 20ml de propofol fechadas, 3 garrafas de 20ml de lidocaína abertas, 1 garrafa de 30ml de lidocaína fechada, 1 garrafa de 20ml de diazolam aberta, 1 garrafa de 4ml de diazopam fechada, etc. (esta não é a lista completa)

- Ítens adicionais: Frasco com pílulas vermelhas sem identificação com 14 cápsulas, que mais tarde descobriram ser efedrina. Remédio "night drops". Cinco cartões de visita do Dr. Murray. Tira de borracha usada para administração intravenosa.

- Em resumo: 6 frascos de lidocaína, 12 frascos de propofol. Elissa Fleak diz que dois frascos estavam no quarto quando MJ morreu, e que os outros 10 estavam em um armário. Um dos frascos de propofol encontrado ao lado da cabeceira estava vazio.

- Fleak também diz ter visto algumas garrafas de suco.

- No interrogatório da defesa, Fleak diz que uma agulha encontrada no chão do quarto estava a cerca de 30cm da cama de Jackson, enquanto o propofol estava a cerca de 60cm da cama.

- O advogado de Murray, J. Michael Flanagan, faz duas perguntas a Elissa Fleak que fazem alusão à sua teoria: 1) Haviam impressões digitais no saco do IV? e 2) Seria possível Jackson alcançar as seringas da cama? O juíz não permitiu estas perguntas, pelo seu teor especulativo, e Fleak não as respondeu.

Nota: Brian Oxman, advogado de Joe Jackson conhecido há anos por espalhar rumores sobre Michael, e também um dos primeiros a opinar para os grandes órgãos da mídia que Jackson havia morrido por seu suposto vício em drogas, esteve ontem em frente da corte chamando Michael de "viciado". Supostamente, Brian teria tomado o lugar de Geraldine Hughes por pedido da família, para a função de falar com a imprensa. Geraldine Hughes foi secretária do advogado de Evan Chandler em 1993 e escreveu o livro pró-MJ "Redemption: The Truth Behind The Michael Jackson Child Molestation Allegations." Esta foto de Oxman foi tirado quando o mesmo se dirigia para uma coletiva de imprensa em frente à UCLA no dia 25 de junho, logo quando foi declarada a morte de Michael Jackson.



Fonte: KOP, Trials and Tribulations e MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Resumo da Audiência Preliminar de Conrad Murray, Dia 3 (6 de Janeiro, 2011)

6 de janeiro de 2011, Audiência Preliminar, Dia 3

- Testemunharam os paramédicos Richard Senneff, Martin Blount, Harry Daliwal (do serviço de telefonia AT&T), Jeff Strohn (da Spring Nextel), Dr. Richelle Cooper (UCLA), Dr. Thao Nguyen (UCLA) e detetive Dan Myers.

Depoimento do paramédico Richard Senneff

- Senneff testemunhou que Murray queria introduzir um catéter central para dar magnésio para MJ. Senneff disse que os paramédicos não são treinados para esse tipo de operação e que não têm magnésio entre os seus medicamentos.

- Quando Murray disse que ouviu o pulso na artéria femoral de MJ (na perna, próxima à virilha), Senneff checou o monitor. O advogado de defesa em seu interrogatório perguntou se isto poderia ser um pulso "falso" (o pulso se manifesta durante a massagem cardíaca).

- Senneff disse que o cantor não respondeu às duas rodadas de remédios dados para ressuscitá-lo e que os chefes do hospital disseram a ele pelo rádio para declarar a morte de Jackson, mas que nem ele ou Murray queriam fazer isto. "Eu disse, 'Seja prudente, esta é uma pessoa muito importante,'" disse Senneff.

- Senneff disse que os paramédicos trabalharam muito além do comum não porque Jackson era uma celebridade, mas porque "era o filho de alguém."

- Quando eles deixaram a casa, um paparazzi colocou a câmera na janela da ambulência e correu junto com ela. "Me pareceu muito ofensivo," disse Senneff. Murray pediu que eles cobrissem o rosto de MJ com uma toalha. Os paramédicos acharam que foi um pedido justo.

- Senneff disse que o motorista da ambulância teve dificuldades em deixar a residência por causa de uma multidão que incluía passageiros de um ônibus de excursão e fotógrafos com "câmeras grandes, câmeras pequenas, filmadoras, câmeras fotográficas."

- Senneff diz novamente que não escutaram um pulso em MJ e que em sua opinião ele morreu entre 20 minutos a uma hora antes de sua chegada.

Depoimento do paramédico Martin Blount

- Blount tem 20 anos de experiência, era o motorista da ambulância. Ele foi o último dos paramédicos a chegar no quarto. Ele trouxe a maca e outro equipamento. Ele estava ao lado da cabeça de MJ.

- Ele introduz um tubo endotraqueal e usa uma bomba manual para fornecer ar a MJ. Ele vê um tanque de oxigênio e uma cânula nasal (tubo que envolve o nariz e é conectado ao tanque de oxigênio).

- Paramédicos notam que o IV em MJ não está funcionando corretamente e então procuram por uma outra parte do corpo para inserir o IV adicional. Eles tocam os braços de MJ procurando um local e acham que o corpo dele está frio.

- Os paramédicos decidem introduzir o IV adicional pela veia jugular, e neste momento eles percebem que os olhos de MJ estavam "inchados" (fixos e dilatados). A opinião de Blount é de que MJ já estava morto. Blount disse que Murray contou aos paramédicos que MJ havia desmaiado cerca de um minuto antes que a emergência foi chamada.

- Blount diz que em dado momento Murray mostrou a eles uma agulha hipodérmica de calibre 24, o que ele achou estranho porque Murray disse a eles não ter dado nada a MJ. Ele também disse que os paramédicos se recusaram a usar a agulha. Ele também avista garrafas de lidocaína no chão. Ele também fala sobre achar a presença do "catéter do preservativo" (catéter masculino) estranha.

- Blount diz que ele viu Murray recolher três garrafas de lidocaína do chão e colocá-las em uma sacola enquanto eles tentavam ressuscitar MJ.

- Blount descreve Murray como agitado e suando em bicas.

- No interrogatório da defesa, os advogados de Murray dizem que Blount na verdade disse aos detetives que a pele de MJ "não estava nem morna, nem fria".

- Blount diz que um dos paramédicos perguntou a Murray se MJ estava usando drogas recreativas. Murray diz que não.

- A defesa de Murray cita um paramédico que tentou 3 vezes achar uma veia nos braços de MJ e não conseguiu e pergunta se localizar veias em viciados é algo difícil. Blount dá um exemplo de um viciado e como conseguiu localizar sua veia. A defesa pergunta se isto poderia ser difícil. Blount concorda.

Depoimento de Harry Daliwal (AT&T)

- Empregado da AT&T há 15 anos (AT&T é a transmissora do iPhone). 72 páginas de registros de celular, torpedos, e-mail e Internet.

- Daliwal testemunha que foram realizadas 8 ligações telefônicas - 4 realizadas, 4 recebidas - entre 9:23 e 12:15 no celular de Murray em 25 de junho.

- Daliwal também diz que várias mensagens de texto e arquivos foram enviados a partir do telefone de Murray na manhã de 25 de junho.
 

Atividade de dados relevante
12:03 mensagem privada
12:04 mensagem de texto de ou para o Texas
12:13 mensagem privada
12:18 mensagem privada
12:53 mensagem privada para a Califórnia
13:23 mensagem privada para Nevada
 

Lista de telefonemas
10:29 ligação de ? para o telefone de Murray - 22 minutos de duração
11:07 ligação de 3233 para o telefone de Murray - 1 minuto de duração
11:18 ligação de 0973 para 6802 com registro de 32 minutos
uma chamada perdida
11:49 ligação de Murray para 4989 - 3 minutos de duração
11:51 ligação de Murray para 3832 - 11 minutos de duração
12:12 ligação de Murray para 2570 - 1 minuto de duração
12:15 ligação de 2570 para Conrad Murray - 1 minuto

- Chernoff pergunta se é possível recuperar as mensagens de texto e de voz. O especialista diz que sim mas que ele não é um perito e não é familiar ao processo.

Depoimento de Jeff Strohn (Spring Nextel)

- Os documentos de Strohn mostram que foram realizadas 6 ligações telefônicas - 3 recebidas, 3 realizadas - associadas ao número de Murray.
 

Ligações
8:49 de 5217 para Murray - 53 segundos de duração
10:22 de 0124 para Murray - 111 segundos de duração
10:34 de Murray para 3233 - 8 minutos e meio de duração
11:26 de 9566 para Murray - 7 segundos de duração
13:08 de Murray para 070 - 2 minutos de duração

Resumo da atividade do celular

- Nas aproximadamente cinco horas antes de Murray ter descoberto MJ, ele realizou 11 conversas telefônicas em dois telefones diferentes. Três ligações contínuas que duraram 45 minutos antes de Murray descobrir MJ.

- De acordo com o depoimento de um representante da companhia telefônica, Murray recebeu ou enviou cinco mensagens de texto no seu iPhone nesse período. Suas conversas naquele telefone e em um celular Sprint incluíram ligações para sua clínica em Las Vegas, para uma clínica que ele mantém em Houston, um empregado e outro médico. Pelos registros, ele passou quase uma hora e meia no telefone no período de cinco horas.

- Os registros também exibem a ligação de Murray para Michael Amir (secretário pessoal de MJ) e uma ligação de dois minutos de duração para sua namorada, Nicole Alvarez, aparentemente feita enquanto Murray estava dentro da ambulância.

- Murray também enviou duas mensagens de texto próximo a um minuto ou dois do momento que os promotores acreditam que ele percebeu que havia algo de errado com Jackson.

Depoimento da Dra. Richelle Cooper (UCLA)

- UCLA recebe ligação de paramédicos. Eles estimam que o horário da parada cardíaca foi às 12:18 (este é um "tempo estimado" baseado na ligação para o 911 e informação que eles receberam). Como os esforços em ressuscitar MJ não foram bem sucedidos, a Dra. Cooper deu permissão aos paramédicos para pronunciarem a morte de MJ às 12:57. Disseram a ela que o médico pessoal de MJ queria continuar a tentar ressuscitá-lo. A Dra. Cooper instruiu que Murray deveria tomar o controle e ficar com o paciente.

- A Dra. Cooper testemunha que MJ, Murray e os paramédicos chegaram à sala de emergência por volta de 13:13. Quando chegaram ao hospital Murray diz que MJ não estava doente mas que ele tinha dificuldades em dormir e que estava desidratado, que deu a ele lorezapem e presenciou o ataque cardíaco. Ela é questionada mais tarde sobre o que seria "presenciar o ataque" e responde que "é ver o paciente parar de respirar."

- A Dra. Cooper pergunta se MJ tinha dores no peito antes da parada cardíaca, Murray diz que não.

- Murray menciona Flomax e Valium.

- A Dra. Cooper menciona que MJ estava DOA (sem sinal de vida, pupilas fixas e dilatadas, sem pulso, sem sinal de traumatismo), mesmo assim tentou ressuscitá-lo, eles trabalharam em MJ por 1 hora e 26 minutos. Ela diz que nunca sentiu ou observou um pulso em MJ.

- A Dra. Cooper também pergunta a Murray sobre drogas recreativas. Ela diz que esta é uma pergunta comum já que MJ chegou com uma parada cardíaca inexplicável (eles não sabiam sobre o propofol).

- Fazem várias perguntas para a Dra. Cooper sobre o propofol e seu uso (se ela conhece o anestésico, se ela já o aplicou). Cooper diz que "o protocolo requer certo monitoramento para a administração de propofol. É necessário que haja equipamento disponível para monitorar as vias aéreas. Também é necessário monitorar o coração. Tem de haver uma pessoa na equipe cujo único trabalho é monitorar o equipamento/paciente. Para que o paciente não morra."

- Perguntam a Dra. Cooper o quanto de propofol ela daria para alguém com o peso de MJ (61kg), ela disse que começaria com uma dose de 60mg. Ela diz que uma dose de 25mg não duraria mais do que 5-10 minutos e que uma dose acaba em aproximadamente 20-30 minutos.

- No interrogatório da defesa, perguntam para a Dra. Cooper se ela sabia que Murray havia dado propofol a MJ e se isso teria feito diferença no seu tratamento. Ela disse que não, ela estava tratando uma parada cardíaca. Ela também acrescenta que saber o histórico de uso de medicamentos ajuda eles a fornecer o tratamento adequado e a entender o que aconteceu.

- Walgren pergunta se os muitos medicamentos administrados em MJ poderiam acarretar num efeito cumulativo? A Dra. Cooper diz que sim.

- Murray estava na sala de emergência auxiliando no tratamento.

Depoimento da Dra. Thao Nguyen (UCLA)

- Ela é cardiologista e foi chamada à sala de emergência pela Dra. Cooper.

- Ela disse que Murray nunca mencionou Propofol ou benzodiazepínicos.

- Murray também contou a ela que MJ estava se preparando para uma turnê, que tinha problemas em dormir e que ele deu a ele 4mg de adavan (mirazapam) por via intravenosa. Ela pergunta a Murray se ele tentou reverter o efeito do adavan. Murray diz que não. Ela pergunta se ele deu outros medicamentos, Murray diz que não.

- Murray diz que não tem um relógio e não sabe há quanto tempo MJ estava sob o efeito do adavan. Murray não conseguia dar uma estimativa sobre quando o remédio foi injetado e quanto tempo depois MJ respondeu a ele. Nguyen diz que as palavras exatas de Murray foram que ele "não tinha nenhum conceito de tempo" que é o motivo pelo qual ele não podia dizer quando MJ parou de respirar.

- Ela diz que usou um balão intra-aórtico embora acreditasse que não funcionaria baseado em tudo já realizado. Um acordo foi feito com o Dr. Murray que se a tentativa com o balão falhasse, eles teriam de declarar a hora da morte.

- Perguntam a ela o quanto de mirazapan ela daria a um paciente de 61kg. Ela diz que começaria com uma dose pequena de 1mg e que precisaria saber sobre uso anterior do medicamento no paciente.

- Ela diz que a voz de Murray soava normal e calma mas que ele parecia devastado.

- Ela diz que Murray não queria que eles cessassem as tentativas.

Depoimento do detetive Dan Myers

- Ele fala sobre as ligações telefônicas.

- Ligação às 07:01 para Andrew Butler. Paciente de Murray.

- Ligação às 8:49 para Angelette Guild. Paciente de Murray. Ligou a Murray para perguntar a ele sobre a nota que ela recebeu dizendo que ele não estaria em seu escritório.

- Ligação às 9:23 para Marissia Bioni. Murray é o pai da amiga dela.

- Ligação às 10:22 para a Dra. Prechad. Ela indicou que estava na sala de pós operação do hospital pronta para realizar um procedimento mas que precisava saber que tipo de medicação sua paciente estava recebendo. Ela precisava saber se deveria continuar com a medicação. Ela conversou com o Dr. Murray e eles discutiram os cuidados com este paciente.

- Ligação às 10:34 para Stacey Howel Ruggles. Assistente pessoal de Murray. Murray pediu a ela que esboçasse uma carta em relação à turnê de Londres.

- Ligação às 11:07 novamente para Stacey Howel Ruggles - assistente pessoal de Murray.

- Ligação às 11:18 para a clínica do Dr. Murray em Las Vegas.

- Ligação às 11:26 para a senhora Morgan.

- Ligação para Robert Russel, paciente do Dr. Murray.

- Ligação às 11:51 para a senhorita Saday Adinie. O conteúdo da conversa não era relevante.

- Ligação às 12:12 para Michael Amir Williams - assistente de Michael

- Ligação à 13:08 para Nicole Alvarez.


Fonte: MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

Atualização sobre a Audiência do dia 4 de Janeiro

O blog Trials and Tribulations está presente nas audiências preliminares e toma notas detalhadas. Aqui estão informações adicionais tomadas por eles e não divulgadas nos grandes veículos de imprensa sobre a primeira audiência do dia 4.

Depoimento de Kenny Ortega

- Kenny diz que perto da época da morte de MJ, o cantor frequentava os ensaios 4 vezes por semana. Ele chegava no fim da tarde e ficava no máximo 6 horas nos ensaios.

- Kenny diz que conheceu Murray em abril ou maio de 2009 (logo depois que começou a trabalhar em TII), quando foi na casa de Michael e ele o apresentou.

- No interrogatório da defesa, Kenny diz que duvida que mesmo que TII fosse ruim isto afetaria sua reputação.

- Kenny diz que não sabe quem organizou a reunião de 20 de junho e diz que os chefes da AEG não estavam lá. (Já sabemos que as pessoas nesta reunião eram MJ, Murray, Kenny Ortega, Frank Dileo e Randy Phillips)

- Karen Faye: Estas são as perguntas que a defesa fez a Kenny: "Você se lembra de ter conversado com Karen Faye após o encontro? Você se lembra de ter dito a Karen Faye que deu um grande sermão no Michael? Você aconselhou Karen Faye de alguma maneira em como tratar Michael após esta reunião? Você discutiu com Karen Faye como ela deveria tratar Michael?" Kenny respondeu 'Não' ou 'Não me lembro' para estas perguntas.

- Kenny diz que Michael perdeu uma série de ensaios (uma semana) no começo de junho. Ele diz que isto o preocupou porque tudo necessitava da decisão e/ou aprovação de Michael e sem ele TII não poderia caminhar.

- Kenny diz que no dia 25 de junho Michael deveria ter chegado no ensaio por volta de 16:00-16:30.

(Kenny também fala sobre levar TII para outros países - Índia e Japão - e sobre Michael querer dirigir filmes com ele após TII)

Depoimento de Michael Amir Williams

- Williams disse que haviam 2 seguranças 24 horas por dia na casa para abrirem os portões.

- Williams disse que conheceu Murray no início de 2008 em Las Vegas.

- Williams disse que era costume Murray estar na casa quando eles chegavam dos ensaios e que ele passava as noites lá.

- Williams diz que no dia 24 de junho Michael foi para o ensaio por volta de 18:00-19:00, MJ estava muito animado e queria chegar lá na hora. Ele diz que os ensaios terminaram depois da meia noite. Eles trouxeram Michael de volta, como de costume, e Williams foi para casa.

- Williams diz que estava em sua casa quando Murray ligou. Faheem havia deixado a casa de MJ para ir ao banco e Alberto Alvarez estava na porta de entrada.

- Williams diz que nenhum segurança ou funcionário tinha acesso permitido ao andar superior, com a exceção das governantas que subiam para limpar.

- A babá das crianças é identificada como "Rosalie"

- Williams descreve a cena no hospital: Médicos tentando reavivar Michael atrás de uma cortina, as crianças esperando em um quarto. Segurança e a babá estão esperando do lado de fora em frente ao quarto. Murray e os médicos saem, contam a eles que Michael está morto. Murray, Dileo e Williams entram no quarto onde estão as crianças. Prince diz a eles "se certifique de dizer aos médicos que papai é alérgico a X,Y". Frank conta a eles "seu papai teve um ataque cardíaco e morreu". Murray fala "não diga isso a eles (ataque cardíaco?). Nós não sabemos."

- Williams diz que ele discutiu o pedido de Murray para voltar para a casa de MJ com Faheem e decidiu dizer que "a polícia está com as chaves do nosso carro". Ele também diz que ligou para os seguranças e ordenou para que não deixassem ninguém entrar e ninguém sair da casa.

- No interrogatório da defesa a conexão dos membros da segurança com a Nação do Islã e "medidas de segurança" são questionadas. Ele diz que as governantas e 3-4 dos seguranças não tinham relação com a Nação do Islã.


Fonte: Trials and Tribulations / MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Inacreditável! Murray diz que "ama" a mãe de Michael Jackson!

O Dr. Conrad Murray disse que é difícil para ele assistir a mãe de Michael Jackson sofrendo pela morte de seu filho... porque ele a "ama" como sua própria mãe.

Murray estava fazendo compras ontem em Nordstrom, em Santa Monica, quando disse aos fotógrafos: "É dificil ver [Katherine] sofrendo... eu me importo com ela tanto quanto me importo com minha própria mãe."

Murray acrescentou, "Eu a amo muito".

Vejam por si mesmos aqui.

Fonte: TMZ
Tradução de Bruno Couto Pórpora

Resumo da Audiência Preliminar de Conrad Murray, Dia 2 (5 de Janeiro, 2011)

5 de janeiro de 2011, Audiência Preliminar, Dia 2

- Janet, LaToya, Randy, Rebbie, Katherine e Joe Jackson estiveram presentes

- Alberto Alvarez, Kai Chase e um dos paramédicos testemunham.

Depoimento de Alberto Alvarez

- Alvarez diz que ele foi o primeiro a entrar no quarto de MJ. Ele diz que quando entrou MJ estava esparramado para fora da cama, com sua boca e olhos abertos, e que Murray fazia massagem cardíaca com uma mão.

- Abaixo está parte do seu depoimento
"Ele parecia estar respirando?" perguntou Walgren.
"Não senhor," respondeu Alvarez.
"Sua boca e olhos estavam abertos?" o promotor perguntou.
"Sim," a testemunha disse.
"Ele parecia estar vivo ou morto?" perguntou Walgren.
"Morto, senhor," disse Alvarez.

- Alvarez disse que ficou petrificado com o que viu.

- Alvarez pergunta "Dr, Murray, o que aconteceu?" e Murray responde a ele "Ele teve uma reação alérgica"

- Alvarez relembra do momento em que os filhos de MJ, Prince e Paris, subiram as escadas com ele e de Paris gritando "Papai" e chorando.

- Murray diz "Tire eles daqui. Não os deixem ver o seu pai assim" para Alvarez.

- Alvarez disse "Eu falei, 'crianças, não se preocupem, vamos cuidar dele, por favor saiam.' E eu as tirei do quarto e deixei a porta entreaberta,"

- Depois de tirar as crianças do quarto, Alvarez notou que o pênis de MJ estava para fora de sua cueca e um tubo (catéter masculino) estava ligado a ele.

- "Ele agarrou um monte de garrafas, ou frascos, e me instruiu a colocá-los em uma sacola," depôs Alvarez, acrescentando que Murray também o mandou colocar um saco para administração intravenosa em outra sacola. Alvarez disse que pegou uma sacola plástica de uma cadeira e segurou enquanto o doutor a enchia de garrafas, e então a colocou dentro de uma sacola de lona marrom no chão, como Murray pediu que o fizesse. Ele também confirmou que a emergência ainda não havia sido chamada a este ponto.

- Alvarez disse que o saco para administração intravenosa tinha "muito pouco líquido" e notou que era uma "substância branca, leitosa" no fundo do saco. "Eu notei que dentro do saco havia um tipo de garrafa... e então notei que no fundo da garrafa havia uma substância leitosa", depôs Alvarez.

- Apenas depois de coletar as garrafas, Murray ordena a Alvarez que ligue para o 911. Ele liga para a emergência e naquela ligação diz que o médico de Jackson estava lá, e a operadora diz que o doutor seria a "autoridade maior".

- Alvarez diz não ter visto equipamentos de monitoramento de coração ou pressão sanguínea no quarto, mas Murray colocou um monitor de dedo em Jackson antes dos paramédicos serem chamados.

- Quando a operadora disse para transferir Jackson para o chão, Alvarez agarrou as pernas de Jackson e Murray a sua parte superior. Ele disse que naquele momento notou o IV na perna de Jackson, que teve de ser removido.

- No chão, Alvarez disse, ele fez massagem cardíaca enquanto Murray fazia respiração boca-a-boca no cantor. "Depois da segunda vez, ele respirou, virou pra mim e disse, 'Sabe, é a primeira vez que eu faço respiração boca-boca, mas eu tenho de fazer, ele é meu amigo'," disse Alvarez.

- No interrogatório da defesa, Alvarez reconheceu que não contou à polícia nas duas primeiras entrevistas que Murray ordenou a ele que removesse evidências importantes. Trecho do depoimento abaixo:

"Você não achou que isso era suspeito?" perguntou o advogado de defesa, Ed Chernoff.
"Aparentemente não, senhor," disse Alvarez.
"Você pensou que ele estava arrumando as coisas para ir ao hospital, certo?" o advogado perguntou.
"Sim, senhor," Alvarez respondeu.

- No interrogatório da defesa, Alvarez também foi questionado quanto a sua relação com a família Jackson e suas discussões com outros membros da equipe de MJ. Alvarez reconheceu que se recusou a falar com um investigador da defesa que o procurou, mas que em uma entrevista para a polícia ele disse que poderia vender sua história para a mídia no futuro.

- A defesa também testou Alvarez pedindo a ele para confirmar se estava escuro no quarto de MJ - sugerindo que suas observações podiam estar equivocadas.

- Os relatos da imprensa descrevem um Alvarez em lágrimas durante o depoimento.

Depoimento de Kai Chase

- Chase depôs que por volta de 12:05 Murray desce as escadas e diz a ela "Traga os seguranças, vá buscar Prince". Ela diz que falou a Prince que "algo pode estar errado com o seu pai."

- Chase depôs que pelo comportamento de Murray era evidente que era uma emergência. Ela também afirmou que Murray não pediu a ela que ligasse para o 911.

- Ela testemunhou que Murray geralmente descia por volta das 10 da manhã para pegar o suco que ela preparava para MJ - ela diz que naquela manhã Murray não desceu.

- Ela menciona que MJ estava em uma dieta extremamente saudável, tendo jantado salada de atum grelhado no dia anterior à sua morte e que ela achou estranho que a sopa de feijões brancos que ela preparou para MJ e Murray na noite anterior e deixou na geladeira para quando eles retornasssem dos ensaios estivesse intocada quando ela chegou no dia seguinte (8:30 da manhã).

Depoimento do paramédico Richard Senneff

- O paramédico Seneff disse em depoimento que o que Murray contou a eles não encaixava e que ele tinha um pressentimento de que Murray não estava falando a verdade.

- Por exemplo, Senneff conta que quando eles entraram no quarto Murray disse a eles que o incidente havia acontecido naquela hora, mas baseado nas pupilas dilatadas de MJ, olhos ressecados e sua pele, que estava fria ao toque, Senneff acreditava que Jackson poderia estar morto há mais de 20 minutos. "Tudo o que eu posso dizer a você é que eu pressentia no momento que aquilo não havia acontecido naquela hora, havia passado um tempo," testemunhou Senneff.

- Senneff também testemunhou que Murray contou aos paramédicos que Jackson não tinha uma doença grave e estava apenas sendo tratado por estar desidratado, e que a única medicação que foi dada a ele foi o sedativo lorazepam. Ele disse que perguntaram repetidamente que medicações haviam sido dadas a MJ, Murray nunca mencionou o propofol.

- Senneff testemunhou que quando eles entraram pensaram que MJ era um paciente de hospício, pela sua aparência frágil e pálida, magro e com o carrinho para administração intravenosa e um médico particular ao lado da cabeceira.

- Senneff testemunhou que os paramédicos conectaram um eletrocardiograma a MJ mas ele não tinha mais batimentos cardíacos - suas mãos e pés estavam azuis e suas pupilas completamente dilatadas.

- Senneff testemunhou que apesar dos esforços em ressuscitá-lo e após três rodadas administrando adrenalina e atropina em MJ, os paramédicos não sentiam um pulso e suas tentativas de ressuscitar MJ não deram certo. Senneff testemunhou que Conrad Murray era a única pessoa que dizia sentir o pulso de MJ.

- Senneff testemunhou que Murray se recusou a pronunciar a morte de MJ no local.

- Senneff testemunhou que na UCLA Murray estava "andando de um lado para o outro, nervoso, suando, fazendo várias coisas ao mesmo tempo."

- No interrogatório da defesa, os advogados de Murray perguntam se a aparência de MJ (magro, fraco, pés azuis) poderiam ser sinais de um viciado em drogas. O juiz interrompe a pergunta.


Nota: segundo o Justice4MJ, Senneff nunca admitiu ou sequer respondeu a pergunta sobre vício em drogas: Senneff disse: "Como eu poderia saber isso?" E o juiz interrompeu aqui. Ele nunca respondeu "sim" a esta pergunta como alguns veículos da mídia estão publicando. 

Fonte: MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Resumo da Audiência Preliminar de Conrad Murray, Dia 1 (4 de Janeiro, 2011)

4 de janeiro de 2011, Audiência Preliminar, Dia 1

- Katherine, Latoya e Jackie Jackson estão presentes.

- Após o discurso de abertura do promotor, Kenny Ortega, Michael Amir Williams e Faheen Muhammad testemunham.

- Abaixo estão os resumos de seus depoimentos como descritos pela mídia

Discurso de abertura do promotor David Walgren

- Walgren em seu discurso de abertura menciona que MJ já estava morto quando Murray pediu ajuda, Murray escondeu o fato de que havia administrado propofol em MJ, Murray não fez RCP corretamente (fazendo RCP em Jackson com uma mão na sua cama, ao invés de em uma superfície dura.) e pediu que o guarda-costas (Alberto Alvarez) escondesse evidências.

- "A evidência irá demonstrar no depoimento do especialista que Michael Jackson estava morto no quarto da 100 North Carrolwood antes da chegada dos paramédicos," disse Walgren.

- Walgren disse que as evidências provarão que Murray esperou pelo menos 21 minutos para chamar a emergência e que ordenou a um guarda-costas que o ajudasse a esconder as provas antes de pedir ajuda. Na interpretação mais favorável, Walgren disse, Murray esperou pelo menos nove minutos antes de chamar os paramédicos.

O seguinte é uma linha de eventos como apresentada por Walgren
- 1:30am Murray começa o tratamento
- 2:00am Pílula de valium administrada
- 3:00am Diazepam intravenoso e benzodiazepínico
- 5:00am Outro tratamento
- 7:30am Mais remédios intravenosos
- 10:40-11am infusing with propofol.. e em certo momento ele para de respirar e morre
- MJ morto antes da chegada dos paramédicos
- Apenas 2 pessoas no quarto nesta hora - MJ e Dr. Murray
- Ligação - 11:51 da manhã: durou 11 minutos... testemunha ouviu barulhos do outro lado do telefone. Provavelmente Conrad Murray percebeu que MJ não estava respirando
- 12:12 - Ligação de Murray para Michael Emeer Williams, segurança, dizendo que ele precisa de ajuda... deixou mensagem.
- 12:15 - Williams retorna mensagem e Murray diz que MJ teve uma reação alérgica. Williams liga para outro membro da segurança que não está na casa.
- 12:17 - Williams então liga para Alberto Alvarez que está no segundo trailer fora da casa, pede permissão para entrar na casa, sobe para o quarto de MJ Ele vê MJ na cama, Murray fazendo massagem cardíaca com uma mão na cama. Murray diz que MJ teve uma reação alérgica e pede para Alvarez coletar a evidência médica. A promotoria diz que Murray ainda não havia ligado para a emergência neste momento.
- 12:21 - Murray manda Alvarez pegar uma sacola e coleta garrafas médicas, o soro intravenoso, etc., como dito e apenas depois disso manda o guarda-costas ligar para a emergência. Possível que Murray tenha esperado 20 minutes para ligar para o 911... MJ poderia ter morrido antes do meio dia.
- 12:26 - Paramédicos tratam MJ no quarto. Os olhos de MJ estão fixos e dilatados e ele está frio. MJ morto... de acordo com os paramédicos, não havia equipamento apropriado para tratamento com propofol no quarto. Perguntou a Murray sobre remédios administrados... não menciona propofol. Promotores dizem que isto poderia ter ajudado. O centro médico da UCLA declarou que tratamento em MJ seria inútil... eles estão em contato com os paramédicos.
- 13:07 - Paramédicos transportados para a UCLA com MJ
- 13:13 - Chegam na sala de emergência Médicos perguntam a Murray porque ele estava tratando MJ. Mencionou Valium e Flomax... nenhuma menção sobre Propofol para os médicos da UCLAMédicos ainda tentam ressuscitar MJ
- 14:26 - Dr. Cooper na UCLA pronunciou a morte de MJ. Murray conversa com a equipe de segurança no hospital. Detetives questionam Murray no dia seguinte e descobrem sobre o propofol

O advogado de Murray, Ed. Chernoff, se recusa a dar um discurso de abertura.

Depoimento de Kenny Ortega


- Ortega menciona que em 19 de junho Michael não parecia estar bem.

- "Ele não parecia nem um pouco bem," testemunhou Ortega. "Michael estava frio e falava devagar... ele não estava no tipo de condição necessária para um ensaio." Ortega também disse que Jackson parecia perdido.

- "Era assustador. Eu não conseguia entender," disse Ortega. "Eu disse, 'Michael, é este o melhor lugar para você ficar ou você prefere ir para casa e ficar com sua família?' Ele disse, 'Não teria problemas nisso?' Eu disse que não e ele foi embora."

- Ortega diz que em 20 de junho ele foi chamado a uma reunião na casa de MJ. Ele diz que MJ, Murray, Frank Dileo e Randy Philips estavam presentes na reunião.

- Ortega diz "Rapidamente se tornou claro que a reunião era por causa minha, o Dr. Murray estava irritada porque eu havia mandado Michael para casa na noite anterior e não o deixei ensaiar."

- Ortega diz que o Dr. Murray o censurou e disse "Dr. Murray me disse que esta não era a minha responsabilidade e ele me pediu para não agir como um doutor ou psicólogo... e deixar a saúde do Michael com ele." Ortega também mencionou que Murray disse que Jackson não deveria ter sido mandado para casa porque ele estava fisicamente e emocionalmente bem.

- Ortega relembra que MJ disse a ele "Eu sei que você me ama e se importa comigo. Você não precisa se preocupar comigo. Eu estou bem,' e me deu um grande abraço."

- Quando interrogado pelo advogado de defesa, Ortega negou ter discutido a saúde de MJ com Karen Faye.

Depoimento de Michael Amir

- Michael Amir diz que recebeu uma ligação frenética de Murray dizendo que MJ havia tido uma "reação alérgica" e que ajuda imediata era necessária, mas que o doutor não pediu a ele que ligasse para o 911. Murray também pede a Williams que venha diretamente para a casa.

- Williams diz que ele então ligou para Alberto Alvarez, segurança de MJ, e pediu a Alvarez que fosse até a porta principal. Williams disse que ele ouviu a voz de Murray no fundo, e então Alvarez desligou.

- Williams disse que chegou na casa quando a ambulância já estava lá e que ajudou colocar as crianças no carro que seguiu a ambulância.

- Williams disse que o Dr. Murray então o abordou e disse "Irmão Michael, o sr. Jackson tinha um creme na casa que eu sei que ele não gostaria que o mundo soubesse a respeito. Ele acrescenta "Era uma pergunta estranha, pedir para ir para a casa pegar o creme."

- Williams testemunhou que ele disse a Murray que não tinha a chave da casa quando ele a tinha. Ele disse que ligou para a casa e ordenou que fosse trancada.

- Williams disse que Frank Dileo, Murray e ele foram contar aos filhos de MJ que seu pai estava morto.

- Sua voz falhou quando ele relembrou como as crianças, ainda pensando que seu pai estava vivo, começaram a listar suas alergias para o médico. "Foi horrível," ele disse.

- Williams disse que Murray falou que iria comer alguma coisa e deixou o hospital.

- No interrogatório do advogado de Murray, a conexão de Williams com a Nação do Islã, é questionado se ele fez outras ligações nos minutos após a ligação de Murray. Ele também perguntou ao assistente com que frequência ele subia até o quarto de Jackson, e se suas impressões digitais poderiam ser encontradas nas seringas ou bolsas intravenosas. Williams negou dizendo "Eu nunca toquei nada daquilo."

Depoimento de Faheem Muhammad

- Faheem testemunhou estar no quarto enquanto Murray administrava a RCP

- Jackson estava deitado com os olhos e boca aberta, parecendo não estar vivo, testemunhou Faheem Muhammad. "Eu me lembro dele estar num estado de pânico, e eu me lembro dele perguntando se alguém no quarto sabia fazer RCP," testemunhou Muhammad.

- Muhammad disse "Eu sabia que o Dr. Murray era um cardiologista, então eu olhei pro Alberto [Alvarez] um pouco chocado," ele disse. Alvarez eventualmente começou a ajudar Murray a fazer o RCP.

- Muhammad também testemunhou que os filhos de MJ, Prince e Paris, estavam dentro do quarto/perto da porta e que Paris chorava joelhos. Ele disse que deixou o quarto para tirar os dois filhos de Jackson de lá e mantê-los longe da comoção.

- Muhammad também testemunhou que menos do que uma hora após o cantor ser declarado morto, o doutor o abordou dizendo que estava com fome e que iria comer alguma coisa, e rapidamente deixou o hospital.

- No interrogatório da defesa, Muhammad disse que Murray falou com a família de MJ e com a polícia antes de ir embora.

TMZ reportou que a namorada de Murray, Nicole Alvarez, estava presente na corte e pediu para retornar na sexta-feira.



Fonte: MJJC
Tradução de Bruno Couto Pórpora

Testemunha: Doutor de Jackson parecia não saber como fazer RCP (CNN)

CNN, 5 de janeiro de 2011
Por Alan Duke

Los Angeles, Califórnia (CNN) -- O Dr. Conrad Murray parecia não saber como administrar ressuscitação cárdio-pulmonar (RCP) quando ele esperava pela chegada dos paramédicos na casa de Michael Jackson, disse uma testemunha na audiência preliminar de terça-feira durante depoimento.

O antigo chefe de segurança de Jackson, Faheem Muhammed, disse que ele e o guarda Alberto Alvarez viram Murray agachado perto da cama de Jackson "em estado de pânico perguntando, 'Alguém sabe fazer RCP?'"

"Eu olhei pro Alberto porque nós sabíamos que o Dr. Murray era um cardiologista, então ficamos chocados," disse Muhammed.

Quando o advogado de defesa Ed Chernoff perguntou se talvez Murray estivesse apenas pedindo ajuda porque estava cansado, Muhammed disse "a forma como ele perguntou era como se ele não soubesse fazer RCP."

Jackson parecia estar morto na hora, com "seus olhos abertos e boca aberta, deitado," ele disse.

O promotor David Walgreen disse que Murray performou "RCP ineficiente com uma mão enquanto o paciente estava inclinado em uma cama." Duas mãos com o paciente inclinado em uma superfície dura é o método apropriado, ele disse.

Muhammed, terceira testemunha do dia de abertura da preliminar, disse que não viu Murray fazer RCP em Jackson antes dos paramédicos chegarem e o levarem para o Ronald Reagen UCLA Medical Center.

A mãe de Jackson, Katherine, irmã La Toya, e irmãos Randy e Jackie sentaram na segunda fila da corte durante a audiência de terça.

Os dois filhos mais velhos de Jackson, Prince e Paris, estavam no quarto do pai quando o drama desenrolava logo após o meio dia de 25 de junho de 2009, disse Muhammed.

"Paris estava no chão de joelhos no chão chorando," ele disse.

As crianças saberiam duas horas depois que o pai deles havia falecido quando o Dr. Murray e o empresário de Jackson, Frank DiLeo, conversaram com elas no hospital.

"Frank chegou e disse 'Seu papai teve um ataque do coração e morreu," depôs o assistente pessoal de Jackson, Michael Williams.

O juíz Michael Pastor da Suprema Corte de Los Angeles decidirá se há evidências o suficiente para levar Murray a julgamento sob a acusação de homicídio culposo. As audiências preliminares devem durar de duas a três semanas, com 20 ou 30 testemunhas.

Murray esperou pelo menos 21 minutos após encontrar o popstar Michael Jackson sem respiração antes de chamar uma ambulância, um promotor disse no início da audiência preliminar de Murray nesta terça.

"Pelas evidências, Michael Jackson estava morto no quarto em 100 North Carolwood antes da chegada dos paramédicos," disse o promotor do distrito de Los Angeles, David Walgren.

O médico legista concluiu que Jackson morreu de uma "intoxicação aguda de propofol", em combinação com "os efeitos contributivos dos benzodiazepínicos," disse Walgren.

Propofol é um poderoso anestésico usado em cirurgias, e os benzodiazepínicos eram sedativos que Murray mais tarde admitiu ter dado a Jackson na manhã antes de sua morte, ele disse.

"Michael Jackson estava se preparando para uma das turnês mais importantes de sua vida nos meses anteriores a sua morte", disse Walgren.

O time de defesa de Murray insinuou que argumentará que Jackson estava sob pressão do promotor dos shows, o que o levou a exigir um tratamento para ajudá-lo a dormir.

Kenny Ortega, que dirigiu o que seria a série de shows This Is It, foi o primeiro de 30 testemunhas a serem convocadas pela promotoria.

Ortega descreveu Jackson como "envolvido, ativo, participativo" no seu último ensaio, que terminou apenas 12 ou 14 horas antes da morte do cantor.

"Ele estava muito feliz e tivemos um dia absolutamente fantástico," testemunhou Ortega.

Mas Ortega descreveu um diferente e "assustador" Michael Jackson no ensaio do Staples Center em 19 de junho, seis dias antes de sua morte.

"Eu sentia que ele parecia, sabe, realmente perdido," disse Ortega. "Era assustador. Eu não sabia o que estava errado. Eu não conseguia entender."

Ortega sugeriu a Jackson que voltasse para casa.

Ele foi convocado para uma reunião na casa de Jackson no dia seguinte, onde ele foi "censurado" por Murray por ter enviado Jackson para casa na noite anterior, disse Ortega.

"O Dr. Murray disse para mim que esta não era a minha responsabilidade e ele pediu a mim que não agisse como o seu médico ou psicólogo," ele disse.

Ortega disse que foi uma reunião emotiva, mas ele nega ter gritado com Jackson. "Não houve gritos," ele disse.

"Michael disse 'Eu sei que você me ama e que você se importa comigo, mas você não precisa se preocupar. Eu estou bem,'" disse Ortega. "Foi a voz do Michael que me acalmou."

Randy Philips, o chefe da promotora de shows AEG Live, e o empresário de Jackson Frank DiLeo estavam nesta reunião, junto com Murray e Jackson, disse Ortega.

Um processo civil aberto no ano passado pela mãe de Michael Jackson contra a AEG Live alega que Phillips visitou a casa de Jackson em 18 de junho de 2009, para avisar que "se Jackson perdesse os próximos ensaios, eles iriam 'tirar a tomada' do show."

"AEG disse a Murray que ele tinha de se certficar de que Jackson chegasse aos ensaios", acusa o processo de Katherine Jackson.

O promotor disse ao juíz Pastor que médicos especialistas iriam depor que Murray, contratado como médico pessoal de Jackson enquanto ele se preparava para sua turnê de retorno, realizou "um número de ações" que "demonstraram um desvio extrema do padrão de tratamento."

Em acréscimo ao RCP performado por Murray que o promotor descreveu como "ineficiente", isto também incluiria administrar propofol em casa sem equipamento de monitoramento adequado. Nenhum equipamento médico que poderia monitorar o pulso ou respiração de Jackson foram encontrados no quarto, disse Walgren.

A demora de 20 minutos em chamar o 911 foi contrária ao padrão de tratamento, ele disse.

Quando os paramédicos chegaram, Murray não contou a eles sobre o propofol ou os outros remédios dados a Jackson naquela manhã, disse Walgren. Isto, também, foi contrário ao padrão de tratamento, ele disse. Murray também não falou sobre as drogas aos médicos da sala de emergência que estavam tentando ressuscitar Jackson no Ronald Reagan UCLA Medical Center, disse Walgren.

Murray está livre sob fiança de U$75,000.


 Traduzido por Bruno Couto Pórpora.

Notas da Corte: Por dentro da Audiência Preliminar do Dr. Conrad Murray (Fox News)

Fox News, 4 de janeiro de 2011
A repórter da Fox News Sally Arthy esteve na corte hoje para a audiência preliminar do médico de Michael Jackson, Conrad Murray. Estas são as notas dela sobre a audiência.

Não há testemunhas definitivas na corte hoje
O juíz começa explicando os procedimentos da corte em relação a fotografias etc, entrar e sair, celulares
Bilhetes são sorteados para lugares na corte para o público todas as manhãs

Juíz Walden começa sua declaração de abertura
7-8 dias de audiência
20-30 testemunhas
Mostrar que Michael Jackson se preparava para uma importante turnê no Reino Unido
Grandioso evento mundial também importante para a carreira de MJ
Ensaio da equipe de MJ no Staples Centre toda noite
Réu Murray trabalhando como psicólogo pessoal, tratamento preventivo
Murray tratando MJ em sua casa em Holmby Hills
Murray chegando tarde da noite-de madrugada-1 da manhã para tratamento, seis noites por semana na casa de MJ dando a ele Propofol para ajudar MJ a dormir por 2 meses seguidos todas as noites

Nenhuma indicação de que Propofol pode ser usado para insônia

TIMELINE:

23 de junho, 2009: MJ ensaia no Staples Centre... ensaio fabuloso
24 de junho, mesmo ensaio, bom ensaio no Staples, MJ otimista
Retorna para casa à 1 da manhã de 25 de junho
A BMW de Murray na garagem de acordo com a segurança
MJ é deixado em casa

25 de junho
1:30 da manhã: A Corte soube por evidência que Murray começou o tratamento
2:00 da manhã: Pílula de Valium administrada
3:00 da manhã: Diazepam intravenoso e benzodiazepínico
5:00 da manhã: Outro tratamento
7:30 da manhã: Mais remédios intravenosos
10:40-11 da manhã: Administração de propofol... em algum ponto ele deixa de respirar e morre depois disso
MJ morto antes dos paramédicos chegarem

Apenas 2 pessoas no quarto nesta hora - MJ e Dr. Murray
Ligação - 11:51 da manhã: durou 11 minutos... testemunha ouviu barulhos do outro lado do telefone
Provavelmente Conrad Murray percebeu que MJ não estava respirando
12:12 - Ligação de Murray para Michael Emeer Williams, segurança, dizendo que ele precisa de ajuda... deixou mensagem.
12:15 - Williams retorna mensagem e Murray diz que MJ teve uma reação alérgica.
Williams liga para outro membro da segurança que não está na casa.
12:17 - Williams então liga para Alberto Alvarez que está no segundo trailer fora da casa, pede permissão para entrar na casa, sobe para o quarto de MJ
Ele vê MJ na cama, Murray fazendo massagem cardíaca com uma mão na cama.
Murray diz que MJ teve uma reação alérgica e pede para Alvarez coletar a evidência médica.
A promotoria diz que Murray ainda não havia ligado para a emergência neste momento.
12:21 - Murray manda Alvarez pegar uma sacola e coleta garrafas médicas, o soro intravenoso, etc., como dito e apenas depois disso manda o guarda-costas ligar para a emergência
Possível que Murray tenha esperado 20 minutes para ligar para o 911... MJ poderia ter morrido antes do meio dia.
12:26 - Paramédicos tratam MJ no quarto. Os olhos de MJ estão fixos e dilatados e ele está frio. MJ morto... de acordo com os paramédicos, não havia equipamento apropriado para tratamento com propofol no quarto.
Perguntou a Murray sobre remédios administrados... não menciona propofol
Promotores dizem que isto poderia ter ajudado.
O centro médico da UCLA declarou que tratamento em MJ seria inútil... eles estão em contato com os paramédicos.
13:07 - Paramédicos transportados para a UCLA com MJ
13:13 - Chegam na sala de emergência
Médicos perguntam a Murray porque ele estava tratando MJ. Mencionou Valium e Flomax... nenhuma menção sobre Propofol para os médicos da UCLA
Médicos ainda tentam ressuscitar MJ
14:26 - Dr. Cooper na UCLA pronunciou a morte de MJ.
Murray conversa com a equipe de segurança no hospital
Detetives questionam Murray no dia seguinte e descobrem sobre o propofol
Autópsia - intoxicação aguda de propofol

A corte irá convocar médicos especialistas... desvio extremo do padrão de tratamento...

Pontos chaves feitos pela Promotoria:
- Falta de equipamento apropriado
- Propofol não ajuda a tratar insônia
- Coquetel de drogas
- Massagem cardíaca ineficiente
- Falha em ligar para a emergência imediatamente
- Falha em manter arquivos médicos apropriados

Fim do discurso de abertura da promotoria

Sem discurso de abertura da defesa

Kenny Ortega é chamado a depor

Diz seu nome: Kenneth Ortega
Mandado que fale mais alto

Walten começa o interrogatório:
Trabalho?
Diretor e coreógrafo em produção teatral
Por quanto tempo?
Coreógrafo desde os anos 70 e diretor desde os anos 80

Quando conheceu MJ?
1991

MJ interessado em parceria criativa e direção na turnê Dangerous, o que Ortega fez.

Relacionamento durante 1991-2009?
A maior parte do tempo quando ensaiando para produções... MJ procurando fazer algo no momento certo, quando julga apropriado... a maior

parte do tempo passaram trabalhando juntos.

Turnê This Is It... você discutiu com MJ?
Conversas começaram em abril de 2009... MJ e eu co-dirigimos produções.

Interação de abril em diante com MJ?
3-4 dias por semana antes da produção e então 4-5 dias por semana durante ensaios.

Comportamento de MJ?
Ligou e me convidou... gostaria de trabalhar comigo... animado... tremendo potencial para ser criativo... MJ dividiu seus motivos para querer fazer.

Motivos?
Boa hora para se apresentar de novo, seus filhos poderiam apreciar, para os fãs, lembrar às pessoas de tomarem conta do planeta e de umas às outras.

Planos além da turnê
MJ perguntou sobre ir para a Índia... queria que Ortega fosse... MJ perguntou se Ortega havia visitado o Japão... levar o show para esses lugares.

Profissionalmente... MJ após turnê?
Depois da turnê MJ queria ajudar Ortega a dirigir filmes. MJ gostava de cinema e queria realizar idéias cinematográficas.

Ensaios anteriores a 25 de junho... você esteve nos ensaios em Burbank no começo antes de mudar para o Staples?
Sim... no começo de maio ou abril.
Transitamos para o Forum em L.A. em junho... então para o Staples... ensaios de larga escala.
Sim.

Você estava no Staples todos os dias?
Sim.
Quando começou no Staples?
Em algum momento de junho mudamos para o Staples.

Comportamento de MJ no Staples... animado?
Sim.
Horário comum de ensaios no Staples?
Horários diferentes para equipe, dançarinos, MJ, etc.

Qual era o horário de MJ?
Tarde na noite

Noite?
Sim

Duração?
6 horas no máximo... 4 dias por semana
MJ envolvido em cada decisão criativa

Sexta 19 de Junho 2009... incidente no Staples... o quê?
Ortega: No Staples... MJ apareceu e não parecia estar bem. MJ com frio e falando devagar...
Você ficou preocupado?
É claro
Ele não estava em condições de estar nos ensaios... ele não parecia estar bem o suficiente para estar lá... ele não ensaiou e não quis ir para casa... pediu para coreógrafo fazer a parte dele e assistiu da arena... isso aconteceu por um tempo. Ele parecia muito perdido e era assustador... eu fiquei com medo... disse MJ
Pergunte--você preferiria ir para casa... ele perguntou se não seria um problema... Ortega disse que não.

O que aconteceu após isto?
Reunião na casa de MJ no dia seguinte, 20 de junho.
Você sabia qual era o assunto da reunião?
Não.
Quem estava lá?
MJ estava lá. Murray (É pedido a Ortega que identifique Murray na corte)... Frank Dileo, empresário de MJ e Randy Phillips.

E então?
Rapidamente ficou claro que a reunião era sobre mim, que Murray ficou irritado porque mandei MJ para casa e não o deixei ensaiar e expressei minha preocupação com a saúde de MJ... Murray disse que não era minha responsabilidade... para deixar a saúde de MJ com ele
Murray me censura...
Resposta?
Tentei explicar... a decisão foi feita em conjunto... MJ em perigo e outros se subisse no palco... era decisão de MJ e eu apoiei.
Melhor para todos se focarmos no show.
MJ fisicamente e emocionalmente bem de acordo com Murray.

Terça 23 de junho fim dos ensaios. Como foi?
Fantástico, MJ em ótima forma... MJ que todos conhecíamos...

Quarta 24 de junho?
Envolvido ativamente no ensaio...

Discussão no final com MJ?
2 dias maravilhosos de ensaios... bem e confiante... perguntei a MJ se estava feliz e ele disse que... MJ disse que estava feliz... pediu para agradecer a equipe pelo trabalho duro e conversamos sobre os próximos dias de ensaio...
Praticando mágicas...
Disse boa noite

Quinta 25 de junho
Viu as notícias sobre MJ
Ligou para o Staples...
Eu estava no meu caminho para o ensaio quando Randy ia pegar MJ para o ensaio... Randy disse que estava ligando por outro motivo e que estava na casa por outra razão, havia uma ambulância do lado de fora

Promotoria termina:

Chernoff interroga Ortega:
Turnê melhoraria sua reputação?
Se dançarinos etc.
Se você criasse um show ruim
Isso afetaria sua reputação?
Poderia afetar.
Reunião na casa... quem organizou?
Eu não sei.

Dia 19 observou que MJ estava frio. Primeira vez que MJ veio aos ensaios e parecia doente?
Sim
Na maior parte estávamos indo para a grandeza... mas MJ às vezes não aparecia... me deixava ansioso... difícil prosseguir... se não está aqui.
Por que não estava?
Não sei.

19 de junho: algo mais observado?
Ortega: parecia estar num estado em que não estava presente... eu fiquei perturbado com a aparência dele.


 Traduzido por Bruno Couto Pórpora.

Ortega: Jackson estava doente dias antes de falecer (AP)

Associated Press, 4 de janeiro de 2011
Por Linda Deutsch

LOS ANGELES - Kenny Ortega, coreógrafo que trabalhou com Michael Jackson para sua série de shows This Is It, testemunhou na última terça-feira que foi convocado para uma reunião na casa de Jackson um dia após liberar o superastro de ensaios porque ele parecia doente.

O Dr. Conrad Murray e outros sugeriram que Jackson não deveria ter sido mandado para casa porque ele estava fisicamente e emocionalmente bem, testemunhou Ortega, acrescentando que foi dito a ele para não tentar ser o médico ou psiquiatra de Jackson.

O depoimento se deu durante uma audiência preliminar para determinar se Murray, o médico pessoal do cantor, irá a julgamento sob a acusação de homicídio culposo.

As autoridades afirmam que Murray deu a Jackson uma dose letal do poderoso anestésico propofol e outros sedativos no quarto de sua mansão alugada antes dele morrer, em 25 de junho de 2009.

O promotor David Walgren disse em seu discurso de abertura que Jackson já estava morto quando Murray buscou ajuda e tentou ocultar a administração de propofol submetida ao astro, ordenando a um guarda-costas que coletasse os objetos antes dos paramédicos serem chamados.

Mais adiante na audiência, Ortega testemunhou que Jackson havia ido cedo para casa após ensaios no dia 19 de junho.

"Ele não parecia nem um pouco bem," testemunhou Ortega. "Michael estava gelado e falava devagar... ele não estava em condições para ensaiar."

Ortega também disse que Jackson parecia perdido.

"Era assustador. Eu não conseguia entender," disse Ortega. "Eu disse, 'Michael, este é o melhor lugar para você estar ou você prefere ir para casa e ficar com sua família? Ele disse, 'Teria algum problema se eu fosse?' Eu disse, 'Não', e ele foi embora."

Na manhã seguinte, Ortega disse, ele foi chamado à casa de Jackson, onde foi confrontado por Murray, Jackson, Frank Dileo, o empresário do astro, e Randy Philips, chefe da AEG, a companhia produzindo a turnê de retorno de Jackson, This Is It.

"Ficou rapidamente claro que eu era o motivo da reunião," disse Ortega. "O Dr. Murray estava irritado porque eu mandei Michael de volta na noite anterior e não o deixei ensaiar."

Ortega disse que ele respondeu que, "Na minha opinião, Michael não estava saudável o suficiente para estar no palco, e poderia ser perigoso para ele. Eu disse que foi escolha do Michael retornar para casa."

O coreógrafo continuou dizendo que não houve problemas em ensaios posteriores, e que os dois dias que precederam a morte de Jackson foram "fabulosos".

Em 23 de junho, ele disse, "Era o Michael que todos conhecíamos... ele estava muito feliz e tivemos um ótimo dia."

Ele relembrou sua última conversa com Jackson.

"Ele disse que ele estava muito, muito feliz. Ele sentia que o sonho estava ali. Ele disse a todo mundo que os amava e apreciava o trabalho duro," disse Ortega.

Outra testemunha, o assistente pessoal de Jackson, Michael Amir Williams, disse que Murray ligou para ele no dia em que o superastro morreu, frenético, pedindo a ele que chamasse os guarda-costas de Jackson, que estava no quarto.

Murray disse a ele que o cantor havia tido uma "reação alérgica" e que ajuda imediata era necessária, mas não pediu a ele que ligasse para a emergência, disse Williams.

Williams descreveu a cena caótica na mansão e no hospital e relembrou do doloroso momento quando DiLeo contou aos filhos de Jackson que o pai deles havia morrido. Williams disse que ele e Murray e todos os demais choravam.

Faheem Muhammad, um dos guarda-costas de Jackson, testemunhou que dois dos três filhos do pop star, Prince, então 12, e Paris, que tinha 11, assistiram as tentativas desesperadas de Murray de ressuscitá-lo no quarto de sua mansão alugada.

Muhammad tirou as crianças do quarto. Paris estava no chão chorando, e "eu percebi que precisávamos tirá-las de lá," ele disse.

A mãe de Jackson, Katherine, sua irmã LaToya e seu irmão Jackie estiveram na audiência, enquanto Murray permaneceu sentado, tomando notas.

Murray estava dando propofol a Jackson, um anestésico normalmente administrado em hospitais, seis noites por semana por aproximadamente dois meses antes de sua morte, o promotor disse em seu discurso de abertura.

O advogado de Murray se recusou a dar um discurso de abertura.

Ao final das audiências, um juíz irá determinar se há evidências o suficiente para Murray ir a julgamento. O cardiologista de Houston se declarou inocente e seus advogados disseram que ele não deu nada a Jackson que deveria tê-lo matado.

Walgren disse que irá contar com os depoimentos de Murray à polícia, assim como também mensagens de textos, arquivos telefônicos e depoimentos de especialistas para provar que o doutor deveria ir a julgamento.

Ele disse que as evidências revelarão que Murray esperou pelo menos 21 minutos para ligar para o serviço de emergência e ordenou a um guarda-costas que o ajudasse a se livrar de evidências antes de buscar ajuda. Na possibilidade mais favorável, disse Walgren, Murray esperou pelo menos nove minutos antes de ligar para os paramédicos.

Walgren também planeja convocar vários especialistas que ele disse que iriam testemunhar que "há um número de ações realizadas pelo Dr. Murray que demonstram um extremo desvio do que seria o padrão de tratamento."

O promotor também disse que convocaria um guarda-costas para depôr que Murray o ordenou coletar objetos do quarto de Jackson.


 Traduzido por Bruno Couto Pórpora.